O policiamento foi reforçado nesta sexta-feira (18) no bairro de Valéria, em Salvador, depois da morte do suspeito Nilson Marinho da Silva Neto, conhecido como "Nego Drama". A Polícia Militar intensificou as rondas na comunidade, incluindo em áreas de mata, segundo o Alô Juca.
Nilson Marinho, de 29 anos, foi localizado em Valéria durante a segunda fase da Operação Fariseus, conduzida pela Polícia Civil, de acordo com o Portal Massa. Ele tinha sete mandados de prisão em aberto.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito reagiu à abordagem atirando contra os agentes. Ele foi atingido no confronto e socorrido ao Hospital do Subúrbio, onde morreu. Cerca de 50 policiais civis do Denarc e da Core participaram da ação. Durante a operação, uma pistola, munições e outros materiais foram apreendidos, conforme o Portal Massa.
De acordo com a Polícia Civil, Nilson Marinho era investigado em 16 inquéritos policiais: 14 por homicídio e dois por tráfico de drogas. Entre os mandados relacionados a ele estavam ordens ligadas às mortes de Wellington de Lima Pereira, de Hosana Yanna e do adolescente Kaue Batista dos Santos, de 16 anos, morto a tiros dentro de casa no bairro do Gravatá, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
O Portal Massa aponta que "Nego Drama" integrava uma organização criminosa com atuação na Região Metropolitana de Salvador e figurava na carta Cinco de Espadas do Baralho do Crime da Bahia. A Secretaria da Segurança Pública da Bahia havia incluído Nilson Marinho nessa relação em 30 de agosto de 2024, indicando à época atuação em Camaçari e Feira de Santana e apontando-o como procurado por homicídio.
Em julho de 2026, uma operação conjunta das polícias civis de Alagoas e da Bahia havia prendido Nilson Marinho no bairro Antares, em Maceió. Na ocasião, segundo a Gazeta de Alagoas, ele foi identificado pelo vulgo "Sábio".
Sobre a alegação de que criminosos estariam coagindo trabalhadores para transportar armas e drogas durante operações na região, a informação consta apenas no Alô Juca e não foi confirmada por outras fontes consultadas nesta apuração. Da mesma forma, não há confirmação, em outras fontes, de que Nilson Marinho já havia sido preso em flagrante por tráfico de drogas antes da ação desta sexta-feira.







