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Polícia

Menina de 7 anos é encontrada enterrada no quintal do ex-padrasto

Criança desapareceu no domingo após sair de casa; ex-padrasto, de 24 anos, foi preso no local de trabalho e confessou o crime.

Redação ChicoSabeTudo
21 de abril, 2026 · 10:39 2 min de leitura
Fotos: Redes sociais / Thiago César/Inter TV Cabugi
Fotos: Redes sociais / Thiago César/Inter TV Cabugi

A menina Pétala Yonah Silva Nunes, de 7 anos, foi encontrada morta na manhã de segunda-feira (20), enterrada no quintal da casa do ex-padrasto no conjunto Leningrado, bairro Guarapes, na Zona Oeste de Natal (RN). Ela estava desaparecida desde a tarde do domingo (19), quando saiu de casa sem avisar.

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De acordo com a tia da criança, Eliane Gomes, que era responsável por Pétala, a menina saiu por volta das 14h após o ex-padrasto mandar chamá-la para dar um "dindin". "Ela saiu e não me avisou. Depois o irmão dela me falou que o padrasto dela tinha mandado chamar ela", contou a tia, em prantos.

Familiares e moradores da comunidade fizeram buscas pela criança durante toda a noite, sem sucesso. Na manhã de segunda-feira, agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) localizaram o suspeito no local de trabalho. Interrogado, ele confessou que abusou sexualmente e matou a menina, indicando onde havia enterrado o corpo.

O Corpo de Bombeiros e peritos do Instituto Técnico-Científico de Perícia do RN (ITEP-RN) foram acionados para a remoção do corpo e realização da perícia. A causa da morte ainda será confirmada pelos exames da Polícia Científica do estado.

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O suspeito, de 24 anos, não teve a identidade divulgada. Segundo a polícia, Pétala havia morado com a mãe e o irmão na residência dele até janeiro deste ano, e o relacionamento da mãe com o suspeito teria sido encerrado há cerca de 30 dias.

A Polícia Civil classificou o caso, a princípio, como vicaricídio — crime em que o agressor mata ou agride pessoas próximas da mulher para causar sofrimento psicológico a ela. O crime se tornou tipificado especificamente neste mês de abril, após o presidente Lula sancionar um pacote de medidas contra a violência doméstica. A legislação prevê pena de reclusão de 20 a 40 anos.

O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Moradores da região se reuniram durante a ocorrência e protestaram contra o suspeito.

A mãe de Pétala, Edvânia Bernardo da Silva, disse que ficou sem informações logo após saber da morte da filha. "Só me disseram que encontraram ela sem vida e não disseram mais nada", contou. Ao saber que o suspeito era o ex-companheiro, ela afirmou: "caiu todo meu mundo".

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