Um escritório da Refit, localizado em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, foi alvo de um mandado de busca e apreensão na última semana. A ação faz parte da megaoperação Poço de Lobato, que abrange quatro estados brasileiros.
Segundo informações do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o escritório está vinculado a um grupo empresarial investigado por provocar um rombo estimado em R$ 26 bilhões nos cofres públicos de São Paulo e da União. A operação foi conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e é coordenada pelo Ministério Público de São Paulo, visando empresários, diretores e colaboradores acusados de integrar uma rede criminosa voltada para fraudes tributárias.
As investigações revelaram que o grupo criou uma complexa rede de empresas e fundos de investimento para viabilizar estratégias de blindagem patrimonial, ocultação de bens e lavagem de dinheiro. As práticas incluíam a utilização de fundos de forma a dificultar o rastreamento de ativos, além da formação de empresas destinadas a esconder operações e receitas ilícitas.
Além da fraude fiscal, o grupo é investigado por crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e delitos contra a ordem econômica. Esta operação teve a colaboração do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (Cira/SP), Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e forças de segurança estaduais.
Os desdobramentos da operação ainda estão em andamento, com novas investigações previstas e possíveis audiências para os envolvidos. O MP-BA seguirá monitorando o progresso das investigações e medidas cabíveis para a recuperação dos valores supostamente desviados.







