A tranquilidade de uma noite em um restaurante de luxo na Avenida Copacabana, em São Paulo, foi bruscamente interrompida na última sexta-feira (16) por uma tragédia que chocou a cidade. Câmeras de segurança registraram o momento em que o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, em um ato brutal, atirou e matou dois colegas de profissão: Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius Dos Santos Oliveira, de 35.
As imagens, que vieram à tona com a investigação, contam uma história de desentendimento que escalou para um desfecho fatal. Dentro do estabelecimento, o vídeo mostra Carlos Alberto se aproximando das vítimas. Ele até os cumprimenta com um aperto de mão, um gesto de aparente cordialidade que logo se transforma. Em questão de segundos, a interação vira uma discussão acalorada. No auge do embate, Carlos Alberto agride um dos médicos com um tapa. O outro colega tenta intervir e revida com socos, numa tentativa desesperada de conter a situação.
A Espera Fatal e os Tiros
O que aconteceu a seguir foi ainda mais assustador. Uma segunda câmera, posicionada na área externa do restaurante, capturou o desfecho sangrento. Enquanto Luís Roberto e Vinicius caminhavam pelo estacionamento, Carlos Alberto se aproximou por trás, pegou uma arma e atirou contra os dois. A frieza do crime, executado em plena via pública, deixou as autoridades perplexas e reforçou a gravidade do caso.
A Intervenção da GCM e a Arma Misteriosa
Um detalhe crucial e perturbador veio à tona: a Guarda Civil Municipal (GCM) esteve no local minutos antes dos disparos. Acionados por denúncias de um homem armado, os agentes revistaram Carlos Alberto. Contudo, para a surpresa de todos, não encontraram nenhuma arma com ele naquele momento. Na ocasião, o médico alegou que estava apenas de saída e que havia sido agredido pelos colegas. Os guardas, sem encontrarem o objeto da denúncia, deixaram o local.
Mas a história não termina aí. Testemunhas chocadas relataram que, logo após a saída dos agentes da GCM, uma mulher teria entregado a arma de fogo para Carlos Alberto. Esse ato permitiu que o médico voltasse e cometesse o crime. Essa nova informação é um ponto central para a polícia, que agora tenta identificar e localizar essa mulher, peça chave para entender como o agressor conseguiu armar-se.
Prisão e Busca por Respostas
Carlos Alberto Azevedo Silva Filho foi preso em flagrante logo depois dos assassinatos. Sua prisão, inicialmente temporária, foi convertida em preventiva, o que significa que ele permanecerá detido enquanto a investigação avança. As autoridades agora se dedicam a dois objetivos principais: identificar a mulher que entregou o revólver ao médico e, principalmente, desvendar a verdadeira motivação por trás do desentendimento inicial que levou a uma discussão e, em seguida, a um duplo homicídio. A tragédia levanta muitas perguntas e a polícia trabalha intensamente para dar respostas a esse crime brutal em São Paulo.







