A notícia que abalou Vitória da Conquista, na Bahia, ecoou diretamente de Aracaju, em Sergipe: o médico psiquiatra Ivo Gabriel Nascimento de Castro Alves foi preso. A detenção do profissional, natural da Bahia, aconteceu por determinação do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE), que lidera uma investigação complexa sobre acusações graves de estupro de vulnerável. O caso gerou grande repercussão, especialmente pela natureza das denúncias.
Uma das denúncias mais chocantes que culminou na prisão envolve uma criança de apenas 11 anos. Ela era paciente do médico em uma unidade de saúde em Aracaju, em Sergipe, e, após uma consulta, relatou comportamentos sexuais inadequados por parte do psiquiatra. É importante entender que o estupro de vulnerável é um crime que se configura quando a vítima, por qualquer motivo, não tem capacidade de oferecer resistência ou de compreender o ato sexual, como é o caso de crianças ou pessoas com deficiência.
As investigações, no entanto, não pararam por aí. Segundo as autoridades, outras mulheres também procuraram as autoridades para formalizar denúncias contra o médico. Elas relataram episódios de assédio e abuso sexual que teriam ocorrido durante atendimentos médicos, configurando condutas totalmente incompatíveis com a ética e a prática profissional.
Diante da gravidade dos depoimentos, que apontam para condutas criminosas e antiéticas, e da flagrante vulnerabilidade das pessoas envolvidas, a Justiça de Sergipe agiu rapidamente. Foi decretada a prisão preventiva do médico Ivo Gabriel Nascimento de Castro Alves. Esta medida, segundo o tribunal, é considerada essencial para garantir a ordem pública e assegurar que as investigações possam prosseguir sem qualquer tipo de interferência, protegendo assim as vítimas e a integridade do processo judicial.







