A médica Nádia Tamyres Silva Lima deixou nesta semana o presídio feminino Santa Luzia, em Maceió, após a Justiça de Alagoas conceder habeas corpus que revogou a prisão preventiva a qual ela estava submetida. O caso investiga a morte de seu ex-companheiro, Alan Carlos, ocorrida em Arapiraca, no Agreste alagoano.
A saída da médica foi marcada por emoção. Nádia foi vista abraçando uma pessoa ao deixar a unidade prisional, visivelmente abalada. O habeas corpus impôs medidas cautelares diversas da prisão, considerando que não havia elementos concretos que justificassem a manutenção da custódia.
O desembargador Ivan Brito Vasconcelos, relator do pedido, destacou que a prisão preventiva havia sido decretada com base apenas na gravidade abstrata do crime, sem comprovação objetiva de risco à ordem pública, à instrução processual ou à aplicação da lei penal. Além disso, foi ressaltado que, no dia do incidente, o ex-companheiro estava armado e rondando a residência da médica, o que teria aumentado o temor relatado por ela.
Segundo a decisão judicial, o conflito teria sido pontual e direcionado exclusivamente à vítima, sem indícios de ameaça à coletividade. Com a morte de Alan Carlos, cessou o eventual risco de reiteração delitiva, tornando a prisão preventiva desnecessária e desproporcional.
O advogado de Nádia afirmou que a Justiça alagoana entendeu que a médica não cometeu delito, destacando que ela foi absolvida das acusações relacionadas ao caso.







