A Polícia Federal prendeu em flagrante um homem na manhã desta terça-feira (28) em Aracaju, após cumprir um mandado de busca e apreensão com origem direta na Bahia. A ordem judicial havia sido expedida pelo Juízo Criminal de Chorrochó, município do sertão baiano situado às margens do Rio São Francisco, no contexto de uma investigação de tráfico de drogas.
Durante a diligência, foram encontrados na casa do investigado mais de 3 kg de flor de maconha e cerca de 1,8 kg de maconha prensada, resultando na prisão em flagrante por depósito de substância entorpecente. No total, segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, a apreensão chegou a quase 5 kg da droga.
A operação foi deflagrada a partir de investigação de tráfico de drogas, e mais de 4,8 kg de maconha foram apreendidos durante a ação conjunta em Aracaju. O suspeito foi autuado por manter entorpecentes em depósito, crime previsto na Lei de Drogas.
A ação contou com apoio do Batalhão de Polícia de Choque da Polícia Militar de Sergipe e da FICCO/SE. A FICCO — Força Integrada de Combate ao Crime Organizado — reúne agentes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal em operações de combate ao crime organizado.
A conexão com Chorrochó chama atenção pela proximidade da cidade com a região de Paulo Afonso, no norte da Bahia. Paulo Afonso e Chorrochó já foram alvos de operações policiais contra o tráfico de drogas na região, com emprego de centenas de policiais civis e militares. O fato de um mandado expedido nessa comarca ter gerado uma prisão em Aracaju indica que as redes investigadas ultrapassam as fronteiras estaduais.
A FICCO/SE tem intensificado as ações na região nos últimos meses. A PF informou que uma das operações recentes teve por objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em plantio de maconha nos estados da Bahia, Sergipe e Pernambuco. O grupo investigado nesse contexto é suspeito de envolvimento com o cultivo ilícito de Cannabis sativa, além de outras atividades relacionadas ao tráfico, e os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, financiamento do tráfico e lavagem de dinheiro.
O preso segue à disposição da Justiça. A Polícia Federal não divulgou a identidade do suspeito nem informações adicionais sobre o andamento da investigação que originou o mandado de Chorrochó.







