A Polícia Rodoviária Federal (PRF) retirou de circulação mais de 19 mil animais que eram transportados ilegalmente pelas estradas da Bahia nos últimos dois anos. O balanço revela a força do tráfico de fauna no estado, que serve como rota estratégica para o crime organizado.
Somente em 2024, as fiscalizações resultaram na apreensão de 10,8 mil animais. No ano seguinte, embora os números tenham apresentado uma leve redução, a quantidade de resgates continuou elevada, atingindo a marca de 9,1 mil ocorrências registradas pelos agentes federais.
As aves são as principais vítimas desse comércio ilegal, aparecendo no topo da lista com uma diferença expressiva em relação a outras espécies. Répteis e mamíferos também foram encontrados pelas equipes de fiscalização, mas em menor quantidade.
Segundo a PRF, o crime se concentra em três rodovias principais: as BRs 116, 101 e 242. Essas estradas funcionam como os maiores corredores logísticos para os traficantes, que tentam atravessar o estado com a carga viva.
O flagrante mais comum ocorre dentro de ônibus interestaduais. Para tentar enganar a polícia, os animais são escondidos em compartimentos de bagagem, caixas ou gaiolas improvisadas, enfrentando condições cruéis de sobrevivência.
Muitos dos bichos resgatados são encontrados sem ventilação, água ou qualquer tipo de alimentação. O transporte precário é uma característica marcante das apreensões realizadas ao longo das rodovias baianas.







