Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Madrasta denuncia assédio contra atleta de 13 anos em campeonato em SP

Uma madrasta denunciou um caso de assédio contra seu enteado, atleta de 13 anos, durante um campeonato de futebol de base no interior de São Paulo. A família cobra providências.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
27 de janeiro, 2026 · 00:20 2 min de leitura
Foto: Reprodução/Redes sociais
Foto: Reprodução/Redes sociais

Um caso sério de assédio envolvendo um jovem atleta de futebol de 13 anos veio à tona, ganhando grande repercussão. A denúncia foi feita pela madrasta do garoto, a empresária Camila Marques, de 34 anos, e chocou as redes sociais com os detalhes de um campeonato no interior de São Paulo.

Publicidade

O adolescente, que mora no Rio de Janeiro, viajou para a competição depois de receber um convite do Atlético Goianiense. A família, preocupada com o futuro do menino no esporte, bancou todas as despesas: transporte, comida e hospedagem. O jovem foi acomodado em alojamentos que a própria organização do evento definiu.

O episódio mais grave: medo no salão paroquial

O momento de maior aflição, segundo o relato de Camila, aconteceu em um dos alojamentos, que era um salão paroquial improvisado. No meio da madrugada, um homem adulto, que se apresentava como cozinheiro da delegação, seguiu o adolescente até o banheiro. Lá, ele começou a ter uma conversa que o garoto achou completamente inadequada e assustadora.

Com medo do que poderia acontecer, o jovem atleta teve a coragem de gravar cerca de sete minutos da conversa em áudio, sem que o homem percebesse. A atitude foi essencial para registrar o ocorrido e servir como prova.

"Meu filho ficou trancado na cabine, com medo de sair. Ele só conseguiu voltar para o alojamento quando criou coragem", contou Camila Marques, emocionada com a situação que o enteado viveu.

Tentativa de silenciar e outros incidentes

Publicidade

Depois de conseguir voltar para o primeiro local de hospedagem, o garoto ainda teve que enfrentar mais uma situação desconfortável. Um homem, que se identificou como dirigente do clube, teria dito para ele "ficar quieto" sobre o que havia acontecido. A família vê essa atitude como uma clara tentativa de intimidação, buscando abafar o caso.

Além do episódio do banheiro, a denúncia de Camila Marques também menciona outro momento tenso. Um motorista do ônibus oficial da delegação teria entrado no alojamento coletivo durante a madrugada, fumando e gritando. Isso causou um grande alvoroço entre as crianças e os adultos responsáveis que estavam no local.

A busca por justiça: denúncia à polícia e medidas judiciais

Ao retornar para o Rio de Janeiro, o adolescente finalmente conseguiu contar tudo o que havia passado para a família. Ele mostrou o áudio gravado, que é uma peça chave na denúncia. A família também afirma ter outros materiais, como vídeos e mensagens, que reforçam a história.

"Ele teve coragem de falar. Quantas outras crianças passam por isso e se calam por medo?", questionou Camila, ressaltando a importância de dar voz a vítimas de assédio.

O caso já foi registrado na polícia e está sendo investigado. A família não vai parar por aí e já avisou que vai tomar medidas judiciais. Eles cobram ações rápidas e eficazes tanto dos clubes envolvidos quanto dos organizadores de campeonatos de base, para que situações como essa não se repitam e para que o esporte seja um ambiente seguro para todos os jovens.

Leia também