O deputado estadual Lucas Bove (PL) agora é réu em um novo processo criminal. A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público que acusa o parlamentar de descumprir, por dez vezes, as medidas protetivas de urgência em favor de sua ex-esposa, a influenciadora Cíntia Chagas.
As restrições ignoradas pelo deputado foram determinadas com base na Lei Maria da Penha. Entre as regras impostas, Bove estava proibido de manter contato ou se aproximar da ex-mulher, mantendo uma distância mínima estabelecida pela Justiça.
O juiz Felipe Pombo Rodriguez, da Vara Regional de Violência Doméstica, negou o pedido da defesa para encerrar o caso. Segundo o magistrado, existem provas e indícios suficientes para que a ação penal siga adiante. Se for condenado, o deputado pode pegar até dois anos de detenção.
As audiências de instrução e julgamento já têm data marcada para acontecer logo após o primeiro turno das eleições. Os depoimentos de Cíntia Chagas, das testemunhas e o interrogatório do réu estão previstos para os dias 6, 7 e 8 de outubro, no Fórum do Butantã.
Este é o segundo processo que o parlamentar enfrenta envolvendo a ex-esposa, com quem foi casado por apenas 90 dias. Ele já responde por violência doméstica, psicológica e perseguição. Naquela ação, ele foi multado em R$ 50 mil por citar o nome de Cíntia publicamente, o que era proibido.
Apesar da gravidade das denúncias e do pedido de prisão feito pelo Ministério Público, a Justiça decidiu que Lucas Bove responderá aos dois processos em liberdade. No ano passado, a Assembleia Legislativa de São Paulo chegou a arquivar uma denúncia de quebra de decoro contra ele.







