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Polícia

Líder do Comando Vermelho na Bahia é capturado na Bolívia após meses foragido

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
15 de março, 2026 · 13:07 2 min de leitura
Reprodução: Divulgação
Reprodução: Divulgação

Apontado pelas forças de segurança como uma das lideranças do Comando Vermelho na Bahia, Matheus Nascimento Santos foi preso na sexta-feira, 13 de março de 2026, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. A captura ocorreu em uma ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia, com participação de órgãos estaduais e federais.

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Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia, o suspeito estava foragido e era um dos principais alvos da Operação Bomboniere, deflagrada em setembro de 2025. A investigação mira uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, armas e munições, além de envolvimento em mortes violentas, extorsão, roubo, corrupção de menores e lavagem de dinheiro.


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A apuração oficial também indica que Matheus integrava uma facção baiana com ligação a um grupo criminoso do Rio de Janeiro. A SSP informou que ele havia se escondido no país vizinho, onde acabou localizado após o avanço do trabalho conjunto entre equipes de inteligência e cooperação policial.


A Operação Bomboniere foi lançada para desarticular o abastecimento ilegal de armamentos na Bahia. De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado teria movimentado mais de 60 mil munições em cerca de dois anos, além de atuar na manutenção, adaptação e fabricação artesanal de armas, carregadores e acessórios usados por facções criminosas.


Fontes locais e publicações nas redes sociais ligadas à cobertura policial identificam o suspeito pelo apelido de “Tião do CV” e afirmam que ele exercia influência na Região Metropolitana de Salvador, com atuação associada ao bairro do Engenho Velho da Federação. Os mesmos relatos apontam que ele já havia sido condenado por tráfico de drogas, não retornou ao sistema prisional após uma saída temporária e, por isso, passou a constar na Difusão Vermelha da Interpol.


Após a prisão, o caso passou a depender dos procedimentos de cooperação internacional para o retorno do investigado ao Brasil, onde há mandado de prisão em aberto e determinação judicial a ser cumprida.

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