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"Kekeu" do CV chega à Bahia e é transferido para presídio de segurança máxima em Serrinha

Kleber "Kekeu" desembarcou em Salvador neste sábado e foi levado pelo Graer até Serrinha; esposa fica presa na capital

Redação ChicoSabeTudo
16 de maio, 2026 · 12:45 2 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
Imagem: Portal ChicoSabeTudo

O líder do Comando Vermelho preso na Bolívia chegou à Bahia neste sábado (16) e foi transferido diretamente para o Presídio de Segurança Máxima, localizado na cidade de Serrinha. O transporte foi realizado por helicóptero do Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar da Bahia. A esposa, presa junto com ele, ficará custodiada em uma unidade prisional na capital baiana, segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

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Identificado como Kleber Nóbrega Pereira, conhecido como "Kekeu", ele é apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador. Junto com a esposa, Micaely Santos Silva, o criminoso foi preso na madrugada do último domingo (10) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde o casal vivia em uma mansão de alto padrão avaliada em R$ 6 milhões, no bairro do Equipetrol.

A captura fez parte da Operação Artemis, ação integrada entre a SSP-BA, a Polícia Federal, a Polícia Civil da Bahia, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) e a força antidrogas boliviana FELCN. Após a prisão, o casal foi extraditado e ficou detido em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, até ser transferido definitivamente para o sistema penitenciário baiano.

As investigações apontam que "Kekeu" coordenava o tráfico de drogas e armas para os estados da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, além de ser suspeito de envolvimento em homicídios, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e roubos. Já Micaely era responsável pela movimentação financeira da organização e pela articulação do esquema de lavagem de dinheiro.

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Segundo a SSP-BA, a prisão do casal representa a sexta captura de lideranças de facções criminosas baianas em território boliviano somente em 2026, reforçando o padrão de criminosos que usam Santa Cruz de La Sierra como esconderijo e base de operações fora do Brasil.

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