A Justiça Federal determinou, nesta terça-feira (31), a soltura de 18 pessoas que haviam sido presas durante a Operação Fallax. Entre os beneficiados pela decisão está Thiago Branco de Azevedo, o 'Ralado', considerado pela Polícia Federal como o principal articulador de um esquema de fraudes bancárias.
As investigações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 500 milhões através de empresas de fachada. Essas empresas, registradas em nome de 'laranjas', serviriam para lavar dinheiro tanto para a facção criminosa Comando Vermelho quanto para executivos da holding de investimentos Fictor.
Thiago estava preso há apenas cinco dias. Ele se apresentou às autoridades na última sexta-feira, na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, após passar dois dias foragido. Na ocasião, ele passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida, mas agora ganhou a liberdade por ordem judicial.
Além de 'Ralado', a juíza Maria Isabel do Prado também autorizou a liberação da companheira dele, Glaucia Juliana Iglesias, e do cunhado, Julio Ricardo Iglesias. Todos são investigados por integrar a rede que sustentava o esquema financeiro ilícito.
A Operação Fallax segue apurando o alcance das fraudes e a participação de cada envolvido na estrutura montada para enganar instituições bancárias e ocultar o patrimônio das organizações envolvidas.







