A Justiça da Bahia negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Emile Quéssia Oliveira da Silva Sena. Ela é investigada por participação no sequestro de três mulheres, rendidas no estacionamento do Salvador Shopping no último dia 15 de março.
A decisão foi assinada pelo desembargador Edmilson Jatahy Fonseca Júnior. O magistrado entendeu que não existem provas claras de ilegalidade que justifiquem a soltura da suspeita neste momento, mantendo a prisão preventiva decretada anteriormente.
A defesa de Emile tentou a liberdade alegando que ela sofre de ansiedade, depressão e asma, e que seu estado de saúde teria piorado na cadeia. No entanto, o Tribunal de Justiça considerou que os argumentos não foram suficientes para conceder o benefício de ficar em casa.
O crime chocou a capital baiana pela ousadia dos criminosos. As vítimas foram abordadas por homens armados, tiveram o carro roubado e foram levadas para um cativeiro no bairro de Plataforma. Sob ameaças, elas foram obrigadas a fazer transferências via PIX.
Segundo as investigações, Emile foi identificada pela polícia como a dona da conta que recebeu R$ 10 mil roubados das vítimas. O grupo criminoso seria liderado por um detento, que passava as ordens de dentro do presídio através de chamadas de vídeo.
As mulheres sequestradas foram resgatadas pela Polícia Civil na madrugada do dia 16 de março. Emile foi presa em flagrante logo após o crime e segue à disposição da Justiça enquanto o processo avança na 3ª Vara das Garantias de Salvador.







