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Justiça bloqueia R$ 2 milhões em veículos de empresário da educação

Operação Coffee Break resulta no bloqueio de veículos avaliados em R$ 2 milhões do empresário André Mariano Gonçalves.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
14 de novembro, 2025 · 15:11 2 min de leitura
Foto: Reprodução /Porsche
Foto: Reprodução /Porsche

A Justiça Federal determinou o bloqueio de veículos do empresário André Mariano Gonçalves, totalizando quase R$ 2 milhões, em decorrência da Operação Coffee Break, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (12). Entre os bens impedidos, destaca-se um Porsche 911 Carrera S, avaliado em R$ 945 mil, registrado em nome do empresário.

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Mariano é proprietário da Life Tecnologia Educacional, a qual firmou contratos que somam R$ 111 milhões com prefeituras do interior de São Paulo, muitos destes financiados com recursos federais. As investigações tentam apurar indícios de superfaturamento nos contratos e a possível influência de Mariano junto ao Ministério da Educação (MEC) e ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A lista de veículos bloqueados inclui ainda dois Hyundai HB20, uma BMW X4 xDrive 30i (avaliada em R$ 412 mil) e uma BMW X3 xDrive 30e (avaliada em R$ 397 mil), todos em nome da Life Tecnologia Educacional. Outro veículo, uma BMW 540i, foi supostamente “doado” por Mariano ao empresário Kalil Bittar, que teria facilitado serviços de lobby em Brasília, conforme investigações.

Durante a operação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências de Carla Ariane Trindade e Kalil Bittar. Carla é ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, e Kalil foi sócio de Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A juíza Raquel Coelho Dal Rio Silveira, responsável pela decisão, enfatizou a suposta influência política dos envolvidos no esquema.

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A Life Tecnologia Educacional experimentou um crescimento anormal de capital superior a 113 vezes entre maio de 2022 e meados de 2024, período em que contraiu diversos contratos, apesar de não possuir estrutura técnica adequada para a prestação dos serviços. As investigações indicam que parte dos repasses poderia ter sido inflacionada para possibilitar pagamentos de propinas.

Ao todo, a Operação Coffee Break resultou na prisão de cinco pessoas, incluindo Cafu César (PSB), vice-prefeito de Hortolândia. A PF investiga uma rede de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários na manipulação de contratos e desvio de recursos destinados à educação. A investigação continua com a análise dos documentos apreendidos e a rastreamento dos fluxos financeiros.

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