O julgamento dos dois homens acusados pela morte do cabeleireiro Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireiro, foi adiado mais uma vez. A sessão estava marcada para a quinta-feira (10), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, mas não aconteceu.
Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), o pedido de adiamento partiu da defesa dos réus, por motivo de saúde, e chegou poucos minutos antes do início do júri. O tribunal informou que estava preparado para realizar a sessão.
De acordo com o advogado da família da vítima, Alonso Guimarães, o atestado médico foi apresentado pelo defensor de Edgar da Silva Santos, um dos acusados, que estaria hospitalizado. A assistência da família pediu que a Defensoria Pública fique previamente preparada para assumir a defesa de Edgar, caso o advogado particular não possa comparecer em uma próxima tentativa.
Esta foi a sexta vez que o júri foi adiado, segundo o TJBA e outras publicações consultadas. As sessões anteriores estavam previstas para 8 de julho de 2025, 23 de abril, 10 de junho, 6 de agosto e 25 de agosto de 2026. Uma outra publicação mencionou o caso como sétimo adiamento, mas essa contagem diverge das demais fontes consultadas.
A nova data marcada para o julgamento é 6 de outubro, no mesmo Fórum Ruy Barbosa.
Os acusados são Edgar da Silva Santos, apontado como mandante do crime, e Patric Ribeiro Tupinambá, apontado como executor. O Ministério Público da Bahia denunciou os dois por homicídio qualificado em março de 2017.
Valdir Cabeleireiro foi morto em 12 de novembro de 2016, dentro do salão de beleza onde trabalhava, na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. Câmeras de segurança registraram o crime. Segundo a assistência da família, o cabeleireiro recebeu seis disparos e teve ferimentos nas mãos e nos braços.
Conforme a denúncia, a motivação do crime estaria ligada a uma suposta relação entre Valdir e a companheira de um dos acusados, que teria buscado o cabeleireiro para se encontrar com o irmão dele. O acusado apontado como mandante já confessou o crime, segundo a denúncia.
O advogado da família afirma que o processo já se estende por quase dez anos sem chegar a julgamento.







