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Jovem da UFSB morre no próprio aniversário após dois meses internada por atropelamento na BR-415

Ellen dos Santos Reis foi atingida por um carro enquanto usava a faixa de pedestres em frente ao campus de Ilhéus; estudantes já haviam alertado sobre o perigo no trecho.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
22 de maio, 2026 · 06:47 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A estudante Ellen dos Santos Reis morreu na manhã desta quinta-feira (21) depois de passar mais de dois meses internada em decorrência de um atropelamento na rodovia BR-415, trecho entre Itabuna e Ilhéus, no sul da Bahia. Ellen faleceu no dia em que completava 22 anos.

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O acidente aconteceu no dia 16 de março, na rodovia BR-415, em frente à sede regional da Ceplac, quando a universitária tentava atravessar a pista utilizando a faixa de pedestres localizada próximo ao campus da UFSB. Segundo testemunhas, a estudante havia acabado de descer de um ônibus e atravessava a pista pela faixa de pedestres quando foi atingida por um carro.

Ela foi atingida por um veículo modelo Fiat Mobi enquanto atravessava a faixa de pedestres em um trecho de grande circulação. Familiares relataram que Ellen teve fraturas na bacia e na perna esquerda, além de uma perfuração no pulmão esquerdo. Ellen recebeu os primeiros atendimentos no próprio local e foi transferida em estado crítico para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, onde permaneceu sob intensa vigilância médica até o falecimento.

Aluna da Universidade Federal do Sul da Bahia, Ellen cursava Licenciatura Interdisciplinar em Linguagens e suas Tecnologias no Campus Jorge Amado. Ela era natural de Mascote, cidade localizada a cerca de 110 quilômetros de Itabuna.

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A UFSB divulgou nota de pesar. "Neste dia, em que a estudante também celebraria mais um ano de vida, a universidade se solidariza com familiares, amigos, colegas e toda a comunidade acadêmica, compartilhando a dor desta perda irreparável", disse a instituição. A universidade destacou ainda que manteve assistência contínua aos familiares, com hospedagem em Itabuna para que os pais, moradores de Mascote, pudessem acompanhar a filha.

O caso expôs falhas antigas de segurança no trecho. Segundo os manifestantes, as autoridades já haviam sido alertadas anteriormente sobre o perigo constante no trecho, e a principal reclamação é que, apesar da existência da faixa de pedestres, os motoristas ignoram a sinalização e trafegam em alta velocidade pela BR-415. Nas redes sociais, moradores afirmaram que a "tragédia já estava anunciada" e descreveram o local como "escuro e com péssima sinalização".

Logo após o atropelamento, em março, estudantes e moradores protestaram na BR-415, cobrando mais segurança. A manifestação interditou parcialmente a pista por algumas horas. Entre as principais reivindicações estavam a instalação de equipamentos de fiscalização e medidas para maior segurança aos pedestres.

Outro fator que alimentou a revolta envolve o funcionamento do radar de velocidade instalado naquele trecho. Estudantes e moradores afirmam que o equipamento estava completamente inoperante no período em que o acidente aconteceu e que o aparelho teria sido reativado pelos órgãos competentes somente dias após a tragédia.

Após o atropelamento, a Reitoria da UFSB participou de reunião com o DNIT, que informou a reativação do controle eletrônico de velocidade em dias posteriores. A sinalização na rodovia também seria reforçada no trecho, com possibilidade de instalação de sonorizadores antes e depois do acesso à Ceplac.

A universidade informou ainda que estudos de viabilidade e implantação estavam em fase avançada para melhoria da iluminação nos pontos de ônibus e vias de acesso ao Campus Jorge Amado, além de implantação de sistemas de monitoramento para ampliar a vigilância na área. A Prefeitura de Mascote, por meio da Secretaria Municipal de Educação, também lamentou a morte da jovem, segundo informações divulgadas pelo portal A Tarde.

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