No último dia das audiências de instrução do Caso Binho Galinha, o deputado federal baiano João Carlos Bacelar, conhecido como Jonga Bacelar (PL), prestou depoimento como testemunha de defesa. A sessão ocorreu nesta segunda-feira (1º) em Feira de Santana, e o conteúdo do depoimento não foi divulgado.
Na operação El Patrón, que investiga uma organização criminosa com atuação na região, foram intimadas 80 testemunhas, sendo 77 de defesa e 3 de acusação. Binho Galinha, líder do grupo e preso no Complexo da Mata Escura em Salvador, é acusado de envolver-se em atividades como milícia, extorsão e lavagem de capitais.
Além de Bacelar, um dos três policiais militares investigados no caso também compareceu para depor. O agente negou qualquer associação à organização criminosa, afirmando que sua atuação se restringia à função de segurança pessoal do deputado estadual e da família de Binho Galinha. O militar explicou registros de proximidade com o deputado como parte de suas funções.
Em paralelo, informações surgiram sobre a apreensão de um envelope com o nome de Jonga Bacelar, encontrado em uma propriedade ligada ao empresário Daniel Vorcaro, atualmente preso. O material se referia a um negócio imobiliário, embora ainda não se tenha determinado se há irregularidades relacionadas. Bacelar, por sua vez, afirmou que estava trabalhando na criação de um fundo para um empreendimento em Trancoso, na Costa do Descobrimento, e que a negociação com Vorcaro não foi concretizada.
As investigações prosseguem, com os documentos apreendidos ainda sob análise da polícia.







