A família da empresária Flávia Barros, morta em um quarto de hotel em Aracaju, quebra o silêncio sobre o comportamento do policial penal Tiago Sóstenes. Segundo a irmã da vítima, Cintia Barros, o suspeito costumava dizer frases como "vou te matar" e "vou te dar um tiro", mas sempre finalizava com risadas, o que fazia os parentes acreditarem que se tratava apenas de brincadeiras de mau gosto.
O relacionamento, que começou de forma pacífica e com promessas de casamento e filhos, mudou drasticamente com o tempo. Cintia relatou que Flávia perdeu o brilho e passou a ser constantemente diminuída pelo agente, que a interrompia durante as conversas e demonstrava incômodo com as postagens da empresária nas redes sociais.
Um episódio grave ocorreu no dia 7 de março, véspera do Dia da Mulher. Após consumir bebida alcoólica, o policial teria ido até o carro e efetuado disparos para o alto. O caso gerou uma briga intensa e motivou o término do namoro uma semana antes do aniversário de Flávia, mas o casal acabou reatando.
Outro ponto que chocou a família foi a descoberta de que Tiago escondia ser casado. De acordo com o relato da irmã, ele nunca mencionou o antigo relacionamento ou qualquer complicação familiar, mantendo uma aparência de homem solteiro diante de todos os parentes da vítima.
Tiago Sóstenes passou por audiência de custódia na última quinta-feira (26) e permanece detido no Presídio Militar de Sergipe (Presmil). A defesa do policial afirmou em nota que o foco do trabalho é garantir os direitos constitucionais do cliente durante o processo legal, pedindo que o papel profissional da advocacia seja respeitado.







