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Polícia

Idoso é absolvido após chicotear genro que agrediu filha grávida na Bahia

Idoso é absolvido por unanimidade na Bahia após chicotear genro que agrediu sua filha grávida. O caso, de 2015, viralizou nas redes e emocionou o país.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
16 de fevereiro, 2026 · 10:44 2 min de leitura
Foto: DP-BA
Foto: DP-BA

Um julgamento que mexeu com muitas pessoas ganhou as redes sociais nos últimos dias. Um lavrador idoso foi absolvido por unanimidade em Irecê, na Bahia, depois de confessar que chicoteou o próprio genro. O motivo? Ele descobriu que o homem tinha agredido sua filha, que estava grávida na época dos fatos.

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O caso aconteceu em novembro de 2015, mas o vídeo do julgamento se tornou viral no último sábado (14), depois que a deputada federal Silvye Alves, de Goiás, compartilhou as imagens. A repercussão trouxe à tona a emocionante história do pai que agiu para proteger sua família.

O Ato de Proteção e a Denúncia do Genro

Naquela época, o lavrador, identificado apenas como Luiz, morador da zona rural, recebeu uma ligação alarmante logo após o Natal de 2015. Do outro lado da linha, a notícia de que seu genro havia agredido sua filha durante a madrugada. Ao chegar na casa dela, a filha confirmou o ocorrido e contou que não era a primeira vez, além de ter o celular quebrado pelo agressor.

Movido pelo instinto e pela dor, o pai levou a filha e as netas para sua própria casa. Em seguida, chamou o genro com a desculpa de “olhar uns tomates” em uma roça. Lá, o idoso amarrou o homem e o bateu com uma corda, na frente de outras pessoas. Em seu depoimento à Justiça, Luiz explicou que não tinha intenção de matar, mas queria apenas “aplicar um corretivo” no agressor.

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O genro, que ficou com vários hematomas, procurou a delegacia três dias depois para registrar a denúncia. O caso foi então investigado como sequestro, cárcere privado e tentativa de homicídio contra o lavrador.

Um Julgamento Emocionante de Dez Anos

O processo judicial durou longos dez anos, e Luiz respondia à acusação de tentativa de homicídio. A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DP-BA) assumiu sua defesa. O defensor público Felipe Ferreira, que atua na área penal em Irecê, foi o responsável por defender o lavrador no júri.

“Seu L.C.S foi injustamente denunciado por tentar proteger sua neta pequena e a filha que vivia aprisionada no ciclo da violência doméstica. Movido pela urgência do medo, pela dor e pelo instinto de pai e avô, ele fez o que muitos fariam diante do sofrimento de quem se ama: tentou impedir que a violência continuasse”, destacou Felipe Ferreira.

A sessão do julgamento foi marcada por forte emoção. O réu, visivelmente abalado e chorando várias vezes, enfrentava a possibilidade de ser punido por ter agido para defender sua própria família. Os jurados, sensibilizados pela história e pela argumentação da defesa, decidiram por unanimidade.

Eles entenderam que o lavrador agiu para proteger a filha, que era vítima de violência doméstica. Com isso, o veredito foi de absolvição, encerrando um ciclo de dez anos de angústia para o idoso e sua família. A decisão ressalta a complexidade de casos onde o instinto de proteção se choca com a lei, e como a interpretação humana pode fazer a diferença na Justiça.

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