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Polícia

Idosa morre atropelada por advogado com histórico de assassinatos em MT

Uma idosa de 72 anos morreu atropelada em Várzea Grande (MT) por um advogado que fugiu do local. O motorista tem duas condenações por assassinato.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
21 de janeiro, 2026 · 23:29 3 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma tragédia chocante abalou Várzea Grande, em Mato Grosso, na última terça-feira (20), quando uma idosa de 72 anos perdeu a vida em um atropelamento brutal. O caso ganhou contornos ainda mais graves após a identificação do motorista envolvido: Paulo Roberto Gomes dos Santos, um advogado com um passado marcado por duas condenações por assassinato.

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A vítima, identificada como Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, atravessava a movimentada Avenida da FEB quando foi atingida em alta velocidade por um Fiat Toro. O impacto foi tão forte que ela foi arremessada para a pista contrária, onde acabou sendo atropelada por um segundo veículo. Ilmes morreu ali mesmo, no local do acidente, com partes do corpo espalhadas pela avenida, o que exigiu a interdição total da via para o trabalho da perícia.

A fuga do motorista e a versão contestada

Depois de atropelar a idosa, Paulo Roberto não parou para prestar socorro e fugiu do local. Ele foi encontrado horas depois, a cerca de três quilômetros de distância, no Shopping Várzea Grande. Em seu depoimento à polícia, o advogado apresentou uma versão que contraria as evidências: ele afirmou que não atropelou a vítima, mas que teria sido “atingido” por ela, alegando que Ilmes colidiu contra a lateral esquerda de seu carro.

No entanto, as câmeras de segurança analisadas pela investigação da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) contam outra história. Os vídeos mostram claramente que Ilmes já estava praticamente terminando de atravessar a avenida, a menos de um metro do canteiro central, quando foi brutalmente atingida. Não há nenhum registro de frenagem, desvio ou qualquer obstáculo à frente do carro que pudesse justificar a colisão ou a perda de controle do veículo. O delegado Christian Cabral, responsável pelo caso, foi enfático:

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“As evidências são muito claras. A via estava livre, com ampla visibilidade, e a pedestre já estava no fim da travessia. Bastava reduzir a velocidade ou fazer uma correção mínima no volante. Nada disso foi feito.”

A explicação de Paulo Roberto sobre a fuga – de que o carro teria ficado “sem controle” e ele precisou seguir até uma rotatória para manobrar – também não se sustenta diante das provas técnicas, segundo a polícia. Diante de todas as evidências, a Polícia Civil autuou o advogado por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, além de fuga do local do acidente. A investigação aponta que ele assumiu o risco de matar ao trafegar em velocidade excessiva.

Um passado de violência

A prisão de Paulo Roberto Gomes dos Santos reacende a atenção para um histórico criminal perturbador. Ele já foi condenado por dois assassinatos com detalhes cruéis:

  • Assassinato do Delegado (anos 90): No final da década de 1990, quando era policial civil no Rio de Janeiro, Paulo Roberto atirou e matou o delegado Eduardo da Rocha Coelho com um tiro na nuca. Após o crime, ele fugiu do estado e se escondeu em Mato Grosso, usando um nome falso por um longo tempo: Francisco de Ângelis Vaccani Lima. Ele foi condenado a 13 anos de prisão por este crime em 2006.
  • Assassinato da Companheira (2004): Em 2004, ele cometeu outro crime hediondo. Matou a própria companheira, a estudante de enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos, após descobrir uma suposta traição. A jovem foi atraída para uma emboscada, asfixiada e morta no quarto de um motel. Em um ato de extrema brutalidade, Paulo Roberto arrancou os dedos e separou a cabeça do corpo da vítima, que foi jogado em um rio e nunca mais foi encontrado. Por este crime, ele foi condenado a 19 anos de prisão em 2007.

Agora, o advogado volta a ser investigado por mais um episódio fatal, que resultou na morte de Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, e coloca novamente em evidência seu preocupante histórico de violência.

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