Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Homem que matou pai, madrasta, irmãs e sobrinho disse que “fez o que tinha que fazer”

Suspeito de 42 anos manteve a confissão em depoimento e deve responder por cinco homicídios qualificados após chacina familiar em Juiz de Fora.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
08 de janeiro, 2026 · 13:30 4 min de leitura
Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a morte de cinco pessoas da mesma família em Juiz de Fora, na Zona da Mata, em um crime ocorrido no bairro Santa Cecília. Um homem de 42 anos é apontado como autor dos ataques e, segundo as autoridades, confessou o crime à Polícia Militar no momento da prisão e manteve a versão em depoimento prestado à Polícia Civil.

Publicidade

Conforme apuração divulgada por veículos que acompanharam o caso, o suspeito foi ouvido na tarde de quarta-feira (8). A delegada responsável, Camila Miller, informou que ele reafirmou a confissão, não demonstrou arrependimento e disse que “fez o que tinha que fazer”. A Polícia Civil informou que ele deve responder por cinco homicídios qualificados. A motivação, até a última atualização, seguia sob investigação.

Quem são as vítimas

As vítimas foram mortas a facadas em um conjunto de casas no mesmo terreno, na Rua Rita Monteiro, e encontradas por um parente, segundo a Polícia Militar. Entre os mortos está João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, pastor evangélico aposentado e pai do suspeito. Também morreram Mônica dos Santos Souza, de 44 anos, e Rachel dos Santos Souza, de 47 anos, filhas do pastor; Gabriel Souza Costa, de 5 anos, filho de Rachel e neto do pastor; além de Neide Fernandes de Faria Souza, de 63 anos, companheira do pastor aposentado e madrasta do suspeito.

Sequência dos ataques

Imagens de câmeras de monitoramento e informações do boletim de ocorrência indicam que o ataque começou por volta das 6h de quarta-feira (8). O suspeito teria esperado do lado de fora da residência até que a irmã de 47 anos abrisse o portão para sair ao trabalho; nesse momento, ela teria sido esfaqueada e empurrada para dentro do imóvel.

Publicidade

Em seguida, o homem teria avançado pelo corredor e atacado a madrasta. Depois, entrou na primeira casa e matou o pai, que estava deitado no quarto.

A outra irmã, de 44 anos, que morava nos fundos do terreno, teria saído de casa e ido até a residência dos pais, onde foi morta na cozinha. Na sequência, o suspeito foi até o imóvel dessa irmã e matou o sobrinho, de 5 anos, que estava na cama.

Como as vítimas foram encontradas e o trabalho da perícia

As vítimas foram localizadas por um parente, segundo a PM. A perícia técnica constatou ferimentos provocados por faca, especialmente nas regiões do pescoço e do rosto. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), e a perícia da Polícia Civil esteve no local para coleta de vestígios e demais procedimentos.

Prisão e apreensões

Após ser identificado como principal suspeito, o homem foi localizado pela Polícia Militar no apartamento onde mora, no bairro Santa Terezinha. Ao ser questionado pelos policiais, ele confessou o crime, conforme registros divulgados sobre a abordagem.

De acordo com relato do síndico do prédio, o suspeito teria saído de casa por volta das 3h30 e retornado cerca de quatro horas depois. No imóvel, a polícia apreendeu duas facas táticas dentro de um balde. Também foram encontradas roupas usadas no crime — como bota, casaco e calça — molhadas no banheiro e na máquina de lavar, o que, segundo a polícia, indicaria tentativa de retirar vestígios.

O que relataram familiares e o que diz a Polícia Civil sobre possível transtorno

Familiares informaram à polícia que o homem apresentava mudança de comportamento social havia aproximadamente um ano, com dificuldade para manter empregos e o hábito de encarar pessoas de forma considerada intimidadora. Eles também relataram que, apesar de uma discussão com o pai cerca de seis meses antes, o convívio recente parecia sem conflitos e que o suspeito chegou a passar as festas de fim de ano com os parentes.

A Polícia Civil afirmou que, apesar dos relatos, não havia laudo médico confirmando diagnóstico ou especificando eventual transtorno psicológico. Ainda segundo a corporação, um exame para possível diagnóstico poderá ser solicitado à Justiça pela defesa. Até a última atualização, o homem ainda não tinha advogado constituído.

Próximos passos da investigação

A Delegacia de Homicídios de Juiz de Fora segue com a apuração para esclarecer a motivação e reunir elementos técnicos e testemunhais. Duas pessoas já prestaram depoimento, segundo a delegada Camila Miller, e os procedimentos seguem em tramitação. O sepultamento das vítimas estava previsto para a manhã desta quinta-feira (8), em Juiz de Fora.

Galeria · 1 imagem1 / 1
Imagem: Reprodução/R7
Imagem: Reprodução/R7

Leia também