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Polícia

Homem mata esposa por asfixia e tenta culpar remédio emagrecedor em MS

Polícia desvenda assassinato de Leise Cruz em Anastácio. Marido tentou alegar uso de Mounjaro paraguaio, mas perícia técnica confirmou morte por asfixia mecânica.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
08 de março, 2026 · 15:03 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu em flagrante Edson Campos Delgado pelo assassinato de sua esposa, Leise Aparecida Cruz, de 41 anos. O crime, ocorrido na última sexta-feira (6) em uma residência no município de Anastácio, a 145 quilômetros da capital Campo Grande, está sendo tratado pelas autoridades como feminicídio.

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De acordo com os registros policiais, a investigação teve início após a vítima ser socorrida em sua residência e encaminhada a uma unidade hospitalar local. Leise não resistiu e o óbito foi confirmado pouco depois.

Em seu depoimento inicial, Edson Delgado apresentou uma linha de defesa que tentava desvincular sua participação direta no óbito. Ele afirmou aos investigadores que encontrou a esposa passando mal por volta das 13h, quando retornou do trabalho para o almoço. Segundo o seu relato, ele teria retornado ao trabalho em seguida, voltando para casa apenas às 22h30, momento em que teria encontrado o imóvel escuro e a esposa imóvel na cama.

O suspeito alegou ainda que Leise possuía um histórico de depressão, tentativas anteriores de suicídio e que fazia uso de medicamentos controlados. Além disso, Edson enfatizou que a esposa estaria utilizando Mounjaro — um medicamento para tratamento de diabetes frequentemente utilizado de forma off-label para emagrecimento — supostamente adquirido de forma irregular no Paraguai. Segundo ele, o fármaco vinha causando fortes dores estomacais e perda de peso acentuada na vítima.

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Apesar da narrativa apresentada pelo marido, as circunstâncias da morte levantaram suspeitas nas autoridades policiais, que encaminharam o corpo de Leise para exames necroscópicos no Instituto Médico Legal (IML).

O resultado da perícia foi determinante para o desfecho do caso: os legistas identificaram sinais claros de morte por asfixia mecânica, contrariando a tese de morte por complicações medicamentosas ou causas naturais.

Diante das evidências técnicas apresentadas pelos investigadores, Edson Campos Delgado foi novamente questionado. Confrontado com o laudo pericial que apontava o estrangulamento, o homem acabou confessando ter matado a esposa.

Com a confissão e as provas materiais colhidas pela perícia, a prisão em flagrante foi convertida e o caso foi formalmente registrado como feminicídio — crime de homicídio praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar.

O inquérito policial segue em andamento para apurar a motivação exata do crime e reunir outros elementos que possam instruir o processo judicial. Edson permanece à disposição da Justiça.

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