Foi efetuada na última segunda-feira (23), em Salvador, a prisão de Luiz Carlos dos Santos Reis, de 46 anos. Ele é apontado pelas autoridades como o principal suspeito pelo feminicídio de sua ex-namorada, Camila Sampaio Rodrigues. O crime foi registrado em outubro de 2024, ocasião em que a vítima foi morta por ferimentos de arma branca e teve o corpo ocultado no interior da própria residência.
Camila Sampaio Rodrigues tinha 33 anos na época do fato, atuava profissionalmente como recepcionista em uma clínica e era mãe de um menino de seis anos, fruto de um relacionamento anterior.
De acordo com as informações que constam no inquérito, Camila e Luiz Carlos já não mantinham um vínculo amoroso. No entanto, após o suspeito ficar desempregado, a vítima permitiu que ele se hospedasse temporariamente em sua casa para auxiliá-lo.
Os registros indicam que a recepcionista parou de se comunicar no dia 20 de outubro de 2024. Ela havia acabado de retornar de uma viagem à Ilha de Boipeba, localizada no município de Cairu, no baixo sul do estado, onde passou alguns dias na companhia de amigas.
Após a chegada de Camila à capital baiana, os familiares deixaram de receber notícias. Diante da falta de respostas às tentativas de contato, parentes decidiram ir até a residência da mulher. Ao chegarem ao imóvel, perceberam um forte odor e, durante a averiguação do local, encontraram o corpo da vítima posicionado debaixo de uma cama.
Na época da descoberta, Eliete França, mãe de criação de Camila, prestou declarações sobre a motivação que levou a vítima a abrigar o ex-companheiro. "O erro dela foi ter aceitado ele em casa para ajudar. A gente, como família, jamais esperaria passar por isso. Isso é injusto e a gente quer justiça", afirmou.
O sepultamento de Camila foi realizado no dia 23 de outubro de 2024, no Cemitério Baixa de Quintas, em Salvador. Durante a cerimônia, o filho da vítima, então com seis anos, escreveu uma carta que foi deixada no local, na qual pedia para que a mãe "olhasse por ele".
Com o cumprimento do mandado de prisão nesta semana, Luiz Carlos dos Santos Reis passa a ficar à disposição do Poder Judiciário para o prosseguimento da ação penal referente ao caso.







