A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de ser um dos principais responsáveis pela fabricação de submetralhadoras artesanais em Salvador, na Bahia. A prisão aconteceu na manhã desta sexta-feira (6), no bairro de Piatã, e faz parte da Operação Forja Clandestina, que busca desarticular grupos criminosos envolvidos na produção e fornecimento de armamentos.
As investigações apontam que o suspeito, agora sob custódia, fazia parte de uma rede criminosa que operava na capital baiana há pelo menos dois anos. Durante esse período, o grupo conseguiu produzir mais de 170 submetralhadoras semiautomáticas, todas adaptadas para utilizar munição calibre 9 mm. Essas armas eram, então, fornecidas a outras organizações criminosas especializadas em tráfico de drogas, roubos, extorsões mediante sequestro e homicídios, alimentando a violência na região.
Como as armas eram transformadas
O esquema de produção das armas era engenhoso e perigoso. Segundo a polícia, os criminosos compravam réplicas de armas, conhecidas como simulacros, por meio de plataformas digitais. A partir daí, o trabalho do investigado era substituir o mecanismo interno desses simulacros, transformando-os em armas de fogo funcionais e letais. Essa prática demonstra a capacidade desses grupos em burlar fiscalizações e munir o crime organizado com armamento pesado.
A Operação Forja Clandestina já teve outras etapas. Em uma fase inicial, foram cumpridos dois mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão em Lauro de Freitas, na Bahia. Dois investigados foram presos no bairro de Itinga e são apontados como os responsáveis pelo local onde parte do esquema criminoso funcionava, juntamente com uma mulher.
A polícia continua com as diligências em andamento, buscando localizar outros envolvidos nessa rede de fabricação ilegal de armas. O suspeito preso em Piatã já passou por todos os procedimentos padrão e permanece à disposição da Justiça, aguardando as próximas etapas do processo legal.







