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Polícia

Homem é decapitado em Cáceres após ser atraído para encontro

Em Cáceres, homem atraído para fumar foi rendido, decapitado e teve órgão retirado; dois adultos presos e dois adolescentes apreendidos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
05 de novembro, 2025 · 16:26 2 min de leitura
Crédito: Bacci Notícias
Crédito: Bacci Notícias

Uma história dura e difícil de ler foi registrada pela Polícia Civil em Cáceres (Mato Grosso): na sexta-feira, dia 31, Vinicius foi atraído para um encontro que terminou em morte. Como isso aconteceu e quem participou? A seguir, os detalhes apurados pela investigação.

O crime

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Segundo depoimentos, o suspeito principal, Wagner Moreno de Souza, teria convidado Vinicius para fumar maconha. No local combinado, a vítima foi rendida por dois adolescentes, de 16 e 17 anos, amarrada e submetida a agressões. Com a participação de Luiz José Rodrigues, conhecido como “Venezuelano”, a violência evoluiu para decapitação e uma tentativa de retirada de um órgão do tronco — que os suspeitos acreditavam ser o coração.

Wagner afirmou ter recebido a ordem de integrantes do Comando Vermelho como “prova de lealdade” depois de deixar o PCC e integrar a nova facção. A polícia também apurou que a ação foi transmitida por videochamada para membros da facção, que teriam prometido recompensas via Pix.

O local e o que foi apreendido

Após o crime, os suspeitos colocaram o corpo e o órgão em um saco preto, e a cabeça em uma sacola branca. O corpo foi deixado na Avenida São Luiz, próximo ao Estádio Geraldão, e a cabeça foi abandonada na Rua Barão de Mauá, no bairro Santa Cruz, em Cáceres.

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No local, as equipes encontraram e apreenderam:

  • Um revólver calibre .38 e munições;
  • Uma faca com marcas de sangue;
  • O celular e os documentos da vítima.

Prisões e investigação

Wagner Moreno de Souza e Luiz José Rodrigues foram presos preventivamente e devem responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os dois adolescentes foram apreendidos e permaneceram à disposição da Justiça.

“Brutalidade”, registrou a magistrada ao manter as prisões, citando o contexto de facção e a transmissão ao vivo.

A Polícia Civil segue investigando a participação de outras pessoas e apura se o vídeo foi compartilhado em grupos ligados à facção. O caso reúne elementos que ainda estão sendo checados para completar o inquérito e levar os responsáveis à Justiça.

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