A Guarda Costeira dos Estados Unidos realizou mais uma ação importante neste domingo (21), interceptando um petroleiro em águas internacionais, na região próxima à Venezuela. Esta é a terceira embarcação detida este mês, intensificando o cerco contra navios suspeitos de violar sanções internacionais.
As agências Reuters e Bloomberg informaram que o navio, com bandeira do Panamá, estava a caminho da Venezuela para carregar petróleo. Uma autoridade, que conversou com a Reuters, confirmou que a embarcação estava incluída nas listas de sanções globais. Apesar das perguntas, a Casa Branca não se manifestou sobre o ocorrido.
O endurecimento do cerco americano
Essa nova interceptação acontece poucos dias depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou um endurecimento nas medidas contra petroleiros conectados à Venezuela. Na terça-feira (16), Trump deixou claro que qualquer embarcação sancionada que entrasse ou saísse do país sul-americano seria totalmente bloqueada.
Em uma publicação na rede social Truth Social, o presidente acusou o governo venezuelano de roubar petróleo e terras de cidadãos americanos, justificando assim a necessidade de intensificar as sanções.
Outros navios detidos em dezembro
O caso deste domingo não foi isolado. No sábado (20), outro petroleiro também foi apreendido na mesma área. Assim como o navio mais recente, essa embarcação também tinha bandeira do Panamá e carregava petróleo da Venezuela. A operação de sábado, segundo a imprensa internacional, contou com o apoio do Pentágono.
Antes dessas duas ações, o primeiro caso do mês aconteceu em 10 de dezembro. Na ocasião, autoridades americanas detiveram o petroleiro Skipper, que estava sob sanções por ter ligações com o Irã. Se confirmada oficialmente, a ação deste domingo marca a terceira vez que os Estados Unidos agem contra petroleiros com laços com a Venezuela ou Irã apenas neste mês.
Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, afirmou que os dois primeiros navios pegos neste mês estariam fornecendo petróleo para nações que também enfrentam sanções internacionais, reforçando a importância dessas operações para a política externa americana.







