Uma greve nacional dos trabalhadores dos Correios está afetando diretamente os moradores de Feira de Santana. Encomendas e correspondências estão retidas no centro de distribuição da cidade, e clientes relatam falta de previsão para receber os produtos.
Segundo Jóbson Barbosa, diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), o centro de tratamento de encomendas e cartas de Feira de Santana está sem entrada ou saída de materiais desde a madrugada desta terça-feira (15). O centro depende de cargas vindas de Salvador e de outros estados para funcionar.
As datas de início da paralisação variam conforme a fonte consultada. Em nível estadual, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos da Bahia (Sincolteba) confirmou a suspensão dos serviços nas unidades baianas a partir de 11 de setembro. Já a movimentação que travou o centro de Feira de Santana foi registrada pelos sindicalistas como tendo começado na madrugada de 15 de setembro, com adesão crescente de trabalhadores desde o início da greve, em 10 de setembro.
A principal reivindicação da categoria envolve mudanças no plano de saúde dos empregados. Segundo o Sincolteba, os trabalhadores também cobram reajuste salarial pela inflação, manutenção do adicional de 70% nas férias e contestam pontos do plano de reestruturação da empresa, como o encerramento de atividades em agências, a venda de imóveis e o Programa de Demissão Voluntária. A mobilização na Bahia integra uma greve nacional conduzida por 36 sindicatos e duas federações.
Em Feira de Santana, nem todos os funcionários aderiram à paralisação. Segundo a Fentect, 20% dos trabalhadores da cidade seguem em atividade para tentar garantir a continuidade dos serviços. Ainda assim, o representante sindical afirmou que, em termos operacionais, a entrega praticamente não aconteceu na cidade, e que não havia um levantamento exato de quantas encomendas estão retidas — a estimativa é de que sejam centenas.
Os Correios informaram que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios, com mobilização de empregados administrativos, remanejamento de veículos e mutirões para reduzir os impactos da greve. Segundo a empresa, a rede de agências segue aberta ao público. O julgamento do dissídio coletivo da categoria está marcado para o dia 21 de setembro, no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A paralisação é por tempo indeterminado e não há previsão de quando as entregas serão normalizadas em Feira de Santana. Representantes sindicais orientam quem está aguardando encomendas a buscar informações diretamente na unidade local dos Correios.







