O sinal de GPS de uma tornozeleira eletrônica foi o ponto de partida para a descoberta de um crime em Alagoas. O corpo de um homem foi localizado enterrado em um manguezal na quarta-feira (15), no Povoado Santa Rita, em Marechal Deodoro, após a polícia rastrear o sinal da tornozeleira eletrônica utilizada pela vítima.
Uma equipe da guarnição Laguna 02, da 4ª Companhia de Polícia Militar Independente (4ª CPM/I), foi acionada pelo Copom para verificar uma ocorrência de achado de cadáver nos fundos de uma marina desativada, no Sítio Recanto 3, em Santa Rita.
A localização da vítima foi possível após equipes da Polícia Civil rastrearem o sinal da tornozeleira eletrônica que ela utilizava, conforme informações repassadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo os primeiros levantamentos da Polícia Civil, a vítima apresentava uma perfuração provocada por arma branca.
A vítima, cuja identidade e idade não foram divulgadas, apresentava uma perfuração provocada por arma branca, e a polícia não informou se o homem possuía antecedentes criminais.
Equipes do Instituto de Criminalística (IC), do Instituto Médico Legal (IML) e da DHPP realizaram a perícia no local, providenciaram a remoção do corpo e deram início aos procedimentos investigativos para esclarecer a autoria e a motivação do crime.
A tornozeleira eletrônica é um dispositivo de uso judicial que rastreia pessoas em medidas alternativas à prisão. O equipamento permite acompanhar, em tempo real, a localização de pessoas submetidas a medidas judiciais alternativas à prisão. Além do GPS, as tornozeleiras eletrônicas são equipadas com sensores que detectam tentativas de remoção ou violação física do dispositivo. No caso de Marechal Deodoro, a tecnologia acabou servindo de pista involuntária para que a investigação chegasse ao local onde o corpo havia sido enterrado.
O caso ganhou um novo desdobramento dias depois. A Polícia Civil de Alagoas investiga se o corpo encontrado enterrado em uma área de manguezal pertence ao jovem Rafael Lucas Souza Barreto, de 25 anos, desaparecido desde o último dia 4 de julho após participar de uma festa na região. A confirmação da identidade ainda depende dos exames periciais realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).
Segundo a delegada Juliane Santos, familiares reconheceram tatuagens e outras características físicas compatíveis com as de Rafael Lucas, mas a identificação oficial somente será concluída após os procedimentos realizados pelo IML.
Rafael Lucas desapareceu após deixar um hotel para participar de uma festa em uma chácara localizada na Ilha de Santa Rita, também em Marechal Deodoro. Sem notícias do jovem, familiares registraram um boletim de ocorrência e iniciaram buscas, enquanto a Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de homicídio.
As investigações seguem para esclarecer a dinâmica do crime, identificar a motivação e localizar os responsáveis. Informações que possam contribuir com o caso podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.







