Moradores de Guanambi, na Bahia, e cidades vizinhas precisam ficar muito atentos: criminosos estão usando o nome, o endereço e até o brasão oficial do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM) para aplicar golpes via Pix. Essa prática, que tenta enganar a população e comerciantes, já foi identificada pela própria corporação.
Os golpistas agem de diversas formas. Eles se passam por policiais ou até mesmo por representantes do batalhão para pedir transferências de dinheiro usando o Pix. Para dar mais credibilidade ao golpe, em alguns casos, os criminosos chegam a usar fotos de policiais de verdade. A ousadia é tanta que eles simulam compras, pedindo que produtos sejam entregues diretamente na sede do batalhão, na tentativa de confundir as vítimas e conseguir o que querem sem levantar suspeitas imediatamente.
A tenente-coronel Gilmara Santana, que comanda o 17º BPM, fez questão de alertar toda a comunidade, comerciantes e até os próprios policiais sobre essa fraude. Ela reforçou a mensagem principal para evitar que mais pessoas caiam no golpe:
"É fundamental que ninguém faça qualquer tipo de transferência se receber um pedido em nome do batalhão. A Polícia Militar não solicita Pix ou pagamentos. Isso é golpe!" - alertou a tenente-coronel Gilmara Santana.
Diante dessa situação, a Polícia Militar está orientando a população a desconfiar de qualquer contato que peça dinheiro em nome da corporação. A recomendação é sempre verificar a fonte e, em caso de dúvida, entrar em contato diretamente com o batalhão pelos canais oficiais, e nunca pelos números ou contatos fornecidos pelos supostos golpistas.
Como se proteger do golpe do Pix?
Para evitar cair nesses golpes, algumas dicas são importantes:
- Nunca faça Pix para números ou contas desconhecidas, mesmo que a pessoa se apresente como autoridade ou representante de uma instituição.
- Desconfie de pedidos urgentes de dinheiro, especialmente se vierem de supostos representantes de instituições ou pessoas que você não consegue verificar a identidade.
- Sempre verifique a identidade de quem faz a solicitação. Em caso de dúvida, ligue para o número oficial do Batalhão, não para o número que o golpista possa ter fornecido na mensagem.
- Lembre-se: instituições sérias, como a Polícia Militar, não solicitam pagamentos ou dados bancários por meio de mensagens de WhatsApp, redes sociais ou ligações inesperadas.
O caso foi inicialmente divulgado pelo Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, e agora a PM busca disseminar o alerta para que mais pessoas não sejam vítimas.







