Um encontro muito aguardado entre o goleiro Bruno Fernandes e seu filho, Bruninho Samudio, acabou em frustração e deixou o jovem abalado. A reunião, que aconteceria em janeiro, tinha um objetivo delicado e profundamente pessoal para Bruninho: ele queria negociar com o pai a localização dos restos mortais de sua mãe, Eliza Samudio.
Bruninho, hoje um atleta das categorias de base do Botafogo e da Seleção Brasileira, estava disposto a abrir mão de todo e qualquer valor financeiro que teria direito do pai – incluindo pensão alimentícia e indenizações judiciais – em troca de informações sobre onde estaria o corpo de Eliza. A ideia foi confirmada por Maria do Carmo, madrinha do adolescente, que acompanhou de perto a iniciativa.
“Ele ia tentar negociar com o Bruno a abertura de mão de todas as ações, de todo o dinheiro, de tudo o que teria para receber, em troca da informação sobre os restos mortais da mãe. Era isso que ele queria. Ele ainda me perguntou se estava sendo inocente ao pensar nisso, e eu disse que não, já que ele quer os restos mortais da mãe dele. Não precisava nem falar onde está, podia pegar e deixar em algum lugar”, contou Maria do Carmo à reportagem.
No entanto, o encontro não aconteceu. O goleiro Bruno não compareceu, alegando que se sentiu coagido a participar sem a presença de seu advogado ou de sua esposa. A ausência do pai foi um duro golpe para Bruninho, que ficou emocionalmente abalado por cerca de dois dias. Apesar da tristeza, o jovem rapidamente retomou seus treinos e compromissos com a Seleção Brasileira.
Decisão de Bruninho após a ausência do pai
Após a decepção, Bruninho decidiu seguir um caminho diferente. Ele agora busca na Justiça todos os valores que considera devidos pelo pai. Pessoas próximas ao jovem contam que ele sente ter dado ao goleiro Bruno a oportunidade de diálogo que o próprio pai havia solicitado em contatos anteriores pelas redes sociais.
A família de Bruninho estima que, somando a pensão não paga e a indenização referente à trágica morte de Eliza Samudio, o valor devido a ele pode ultrapassar os R$ 2,5 milhões. O goleiro Bruno não paga pensão desde o final de 2022, quando conseguiu quitar valores atrasados por meio de uma 'vaquinha' online. Atualmente, há um processo em andamento no Rio de Janeiro, mas oficiais de Justiça têm dificuldades para encontrar o ex-jogador no endereço que consta nos autos.
Em paralelo, o goleiro Bruno tem usado suas redes sociais para divulgar o “Jogo do Tigrinho”, uma plataforma de apostas que não tem regulamentação junto ao Ministério da Fazenda. Essa atividade gera questionamentos sobre a capacidade dele de arcar com as responsabilidades financeiras.
O que diz a defesa do goleiro Bruno
Procurada pela reportagem, Mariana Migliorini, advogada de Bruno, afirmou que o endereço de seu cliente está atualizado no processo judicial. Sobre a busca pelos restos mortais de Eliza Samudio, ela disse acreditar que o goleiro não sabe onde o corpo está, pois já o teria questionado sobre isso desde o início do caso.
Em relação ao impacto da divulgação do jogo no pagamento da pensão, a defesa explicou que o cálculo da pensão se baseia em uma renda fixa, e que, no momento, Bruno não possui um salário fixo. A advogada também pontuou que, juridicamente, não seria possível Bruninho abrir mão dos valores a que tem direito.
- O desejo de Bruninho: Trocar dinheiro por informações sobre o corpo da mãe.
- A ausência de Bruno: Goleiro não compareceu ao encontro marcado.
- As dívidas: Valores devidos ao filho somam mais de R$ 2,5 milhões.
- Defesa: Advogada de Bruno alega que ele não sabe sobre o corpo e não tem renda fixa.







