O general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou durante exame de corpo de delito que é portador de Alzheimer desde 2018. A declaração foi feita após sua prisão, ocorrida nesta terça-feira (25), no contexto de um processo que investiga uma suposta trama golpista.
A detenção do general foi realizada pelo Exército e pela Polícia Federal (PF), sendo levado para o Comando Militar do Planalto, em Brasília, onde permanece sob custódia. Heleno, que atuou no governo Jair Bolsonaro (PL) entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022, foi condenado a 21 anos de prisão por integrar o núcleo de uma organização criminosa com a finalidade de manter o ex-presidente no poder após a derrota eleitoral.
A prisão de Augusto Heleno se deu após o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar o trânsito em julgado do processo, em que não há mais possibilidade de recursos. A decisão permitiu o início do cumprimento da pena, destacando a gravidade das acusações que pesam contra o general.
O processo em questão apura ações específicas de um grupo que, segundo as investigações, teria planejado e executado um esquema para efetivar um golpe de Estado. As revelações em torno do caso contém implicações significativas para o cenário político do país e para futuras investigações relacionadas ao governo anterior.
Os próximos passos incluem a análise minuciosa das evidências reunidas até o momento e possíveis novos desdobramentos no caso, que poderão surgir conforme se adentram nas investigações já em andamento.







