Um dia após ser alvo da "Operação Slim" da Polícia Federal, o médico baiano Gabriel Almeida utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (28) para contestar as acusações que o ligam a um suposto esquema de venda irregular de medicamentos para emagrecimento. Em vídeos publicados para seus mais de 700 mil seguidores no Instagram, Almeida afirmou ter comprovações de que a manipulação da Tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, é permitida no Brasil.
A operação, deflagrada na quinta-feira (27), cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em estados como Bahia, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro. Na Bahia, os agentes realizaram buscas em pelo menos seis endereços relacionados ao médico, incluindo sua clínica, uma residência e imóveis na Praia do Forte.
Almeida descreveu a ação como uma "atrocidade" e acusou a farmacêutica Eli Lilly, detentora da patente do Mounjaro, de estar por trás da denúncia. Segundo o médico, a empresa estaria buscando impedir que profissionais de saúde prescrevam versões manipuladas do medicamento a preços mais acessíveis.
O médico destacou ter mais de 8 mil alunos que ensina a prescrever Tirzepatida legalmente em consultórios e a preços competitivos. "Essa empresa grande se incomodou... Mas, calma, eu não vou cair. Posso cair dez vezes, levanto onze", afirmou em seus stories.
Para validar sua defesa, Almeida mencionou a Lei n° 9.279/1996, que regula direitos de propriedade industrial e autoriza a manipulação de medicamentos de acordo com prescrições individualizadas, mesmo quando o princípio ativo é patenteado. Em sua explicação, afirmou:
“A própria lei brasileira permite a manipulação da Tirzepatida. Ela é permitida segundo a própria lei. Eu nunca tive, não tenho e nunca terei farmácia de manipulação.”
As investigações da "Operação Slim" apontam que Almeida estaria comercializando tratamentos à base de Tirzepatida sem a autorização da fabricante e em desacordo com as normas sanitárias. A apuração indicou que o médico poderia estar organizando um esquema de produção em larga escala, utilizando laboratórios parceiros para manipular e distribuir o medicamento como se fosse um produto da indústria farmacêutica, violando assim as regras estabelecidas no Brasil.







