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Gabriel Almeida defende manipulação da Tirzepatida após operação

Gabriel Almeida, médico baiano, reafirma a legalidade da manipulação da Tirzepatida após investigações da PF sobre suposto esquema irregular.

Redação ChicoSabeTudo
28 de novembro, 2025 · 10:05 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um dia após ser alvo da "Operação Slim" da Polícia Federal, o médico baiano Gabriel Almeida utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (28) para contestar as acusações que o ligam a um suposto esquema de venda irregular de medicamentos para emagrecimento. Em vídeos publicados para seus mais de 700 mil seguidores no Instagram, Almeida afirmou ter comprovações de que a manipulação da Tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, é permitida no Brasil.

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A operação, deflagrada na quinta-feira (27), cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em estados como Bahia, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro. Na Bahia, os agentes realizaram buscas em pelo menos seis endereços relacionados ao médico, incluindo sua clínica, uma residência e imóveis na Praia do Forte.

Almeida descreveu a ação como uma "atrocidade" e acusou a farmacêutica Eli Lilly, detentora da patente do Mounjaro, de estar por trás da denúncia. Segundo o médico, a empresa estaria buscando impedir que profissionais de saúde prescrevam versões manipuladas do medicamento a preços mais acessíveis.

O médico destacou ter mais de 8 mil alunos que ensina a prescrever Tirzepatida legalmente em consultórios e a preços competitivos. "Essa empresa grande se incomodou... Mas, calma, eu não vou cair. Posso cair dez vezes, levanto onze", afirmou em seus stories.

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Para validar sua defesa, Almeida mencionou a Lei n° 9.279/1996, que regula direitos de propriedade industrial e autoriza a manipulação de medicamentos de acordo com prescrições individualizadas, mesmo quando o princípio ativo é patenteado. Em sua explicação, afirmou:

“A própria lei brasileira permite a manipulação da Tirzepatida. Ela é permitida segundo a própria lei. Eu nunca tive, não tenho e nunca terei farmácia de manipulação.”

As investigações da "Operação Slim" apontam que Almeida estaria comercializando tratamentos à base de Tirzepatida sem a autorização da fabricante e em desacordo com as normas sanitárias. A apuração indicou que o médico poderia estar organizando um esquema de produção em larga escala, utilizando laboratórios parceiros para manipular e distribuir o medicamento como se fosse um produto da indústria farmacêutica, violando assim as regras estabelecidas no Brasil.

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