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Funcionária de supermercado é agredida por cliente na Bahia por “passar verduras rápido demais”

Homem se apresentou como pastor, mas igrejas negam qualquer vínculo; caso é investigado pela Polícia Civil

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
21 de maio, 2026 · 10:50 2 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
Imagem: Portal ChicoSabeTudo

Uma operadora de caixa de 22 anos foi agredida por um cliente dentro de um supermercado em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, na noite de terça-feira (19). O homem deu um tapa no rosto da funcionária e justificou, depois, que ela estava passando as mercadorias de forma rápida, danificando frutas e verduras.

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O caso aconteceu no Hiper Santo Antônio Universitário, no bairro Mimoso 2. As câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento em que o cliente segurou o queixo da funcionária enquanto ela empacotava as compras. Ela revidou com um tapa no braço do agressor e, em seguida, levou um tapa no rosto.

Após a agressão, colegas de trabalho retiraram a funcionária do caixa e a levaram ao escritório do supermercado. Clientes que estavam na fila e outros funcionários confrontaram o homem, gerando uma discussão no local. Mesmo após bater na trabalhadora, o suspeito continuou empacotando as próprias compras e foi embora do estabelecimento normalmente.

Durante o bate-boca, o agressor ainda gritou: "Ela tem que ter educação. Chama a polícia."

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O gerente do supermercado, Fabrício Batista de Araujo Gomes, registrou boletim de ocorrência junto com a vítima logo após o ocorrido. As imagens das câmeras foram entregues à Polícia Civil, que investiga o caso como vias de fato.

O suspeito, identificado como um homem de 57 anos, se apresentou como pastor. No entanto, tanto a Associação de Ministros Evangélicos de Luís Eduardo Magalhães quanto a Primeira Igreja Batista negaram qualquer vínculo pastoral com ele. As entidades informaram que o homem é apenas frequentador de uma das unidades, sem cargo ou representação religiosa. Segundo apuração do g1, o suspeito é vendedor de comércio varejista e atacadista e chegou a se candidatar a vereador do município em 2020, pelo Podemos, sendo eleito como suplente.

Em nota, o supermercado informou que presta assistência à funcionária e reforçou sua posição: "Não toleramos qualquer forma de violência contra nossos colaboradores, parceiros ou clientes."

Até o momento, ninguém foi preso.

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