Um motociclista foi preso na Rua Santa Sofia, em Santana do Ipanema, no Médio Sertão de Alagoas, após tentar escapar de uma abordagem da Polícia Militar. O caso ocorreu durante patrulhamento de rotina de uma equipe da ROCAM — Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas — e terminou com o condutor sendo encaminhado à delegacia por suspeita de embriaguez ao volante.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, os agentes perceberam que o motociclista passou a realizar manobras perigosas — popularmente conhecidas como "cortar giro" — e acelerou a moto ao notar a presença da equipe. Os policiais iniciaram um acompanhamento tático e conseguiram interceptar o veículo sem que o condutor escapasse.
Durante a revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado com o suspeito. No entanto, os policiais constataram sinais visíveis de alteração da capacidade psicomotora: forte odor de bebida alcoólica, olhos avermelhados, voz trêmula e dificuldade para caminhar, conforme registrado no boletim de ocorrência.
O homem foi levado ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Carié, onde se recusou a realizar o teste do etilômetro. A negativa, porém, não o livrou das consequências. A legislação brasileira amplia os meios de prova para comprovar a embriaguez, mesmo nos casos em que o condutor se recusa a soprar o bafômetro. Assim, não é necessário atingir os limites objetivos se o condutor apresenta sinais claros de embriaguez — se ele se recusa ao teste, mas demonstra desequilíbrio, fala enrolada e hálito etílico, já pode ser conduzido pela prática do crime.
Após a recusa, o suspeito foi submetido a exame no Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo e, em seguida, encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis, segundo informações divulgadas pela corporação.
Do ponto de vista legal, o condutor tem o direito de recusar o teste do bafômetro, mas, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, essa recusa configura uma infração gravíssima e acarreta as mesmas penalidades de quem é flagrado embriagado. O valor da multa é de R$ 2.934,70, além da possibilidade de ficar impedido de dirigir por um ano inteiro — dirigir alcoolizado ou recusar o teste são condutas consideradas autossuspensivas no CTB, o que gera de maneira direta a suspensão da CNH pelo período de 12 meses.
Nos casos em que há suspeita de crime de trânsito — e não apenas infração administrativa —, o condutor pode ser preso e responder criminalmente. A pena prevista é de seis meses a três anos de detenção, além da suspensão ou proibição de obter a habilitação para dirigir.
A ROCAM atua de forma ostensiva em Santana do Ipanema e em outros municípios do Sertão alagoano, com registros frequentes de abordagens e prisões na região. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil local.







