Um homem está sendo procurado pela Polícia Militar de Alagoas depois de ameaçar matar os próprios pais e proferir declarações de cunho sexual contra a mãe, de 64 anos, no município de Dois Riachos, no Médio Sertão alagoano. O caso ocorreu na manhã de segunda-feira (29) e o suspeito ainda não foi localizado.
Segundo informações divulgadas pela redação do portal ITNoticias, a idosa compareceu espontaneamente ao Grupamento de Polícia Militar (GPM) para relatar que o filho passou a noite toda ingerindo bebidas alcoólicas e, nas primeiras horas do dia, invadiu a residência da família fazendo ameaças de morte contra ela e o marido. Ainda de acordo com o relato, o homem afirmou que manteria relação sexual com a própria mãe, causando medo e constrangimento a toda a família.
A vítima informou aos militares que o comportamento agressivo do filho é recorrente sempre que ele faz uso de álcool. Durante o atendimento no quartel, um irmão do suspeito também apareceu no GPM e confirmou ter sido ameaçado de morte pelo mesmo homem.
Os policiais se deslocaram até o Sítio Rio Dois Riachos, na zona rural do município, mas o suspeito já havia fugido da área. Buscas foram realizadas na região sem sucesso. O homem segue foragido.
As vítimas receberam orientações sobre os procedimentos legais cabíveis, entre eles o registro de boletim de ocorrência na Polícia Civil, a possibilidade de requerer medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e a representação criminal contra o suspeito. O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes.
Vale lembrar que a Lei Maria da Penha — reforçada por uma série de atualizações aprovadas nos últimos meses — também ampara mães em situação de violência praticada por filhos. A Lei 15.411/26 amplia as hipóteses de afastamento do agressor do lar, e a partir de agora o risco à integridade sexual, moral ou patrimonial da mulher ou de seus dependentes também pode justificar a retirada imediata do autor da violência.
Além disso, o presidente Lula sancionou lei que amplia de seis para doze meses o prazo para o exercício do direito de queixa ou de representação nos casos de crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. A medida garante mais tempo para que vítimas em situação de medo ou dependência consigam formalizar a denúncia.
Quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito pode acionar a Polícia Militar pelo número 190 ou a Polícia Civil pelo 197, de forma anônima.







