Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico investigado pela morte da corretora Daiane Alves, de 43 anos, foi solto pela Justiça nesta quinta-feira (19). Maicon estava preso temporariamente desde o dia 28 de janeiro, enquanto a polícia aprofundava a apuração sobre sua possível participação no homicídio que chocou a região. A decisão de sua soltura acontece após a defesa apresentar provas que atestam sua inocência.
Desde o momento da prisão do filho, Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, o pai e síndico, fez questão de negar qualquer envolvimento de Maicon no crime. Cleber é o principal alvo da investigação sobre o assassinato de Daiane Alves, uma profissional respeitada que teve sua vida ceifada de forma trágica.
Provas de Inocência e Alibi Confirmado
A libertação de Maicon Douglas veio depois que a equipe de defesa apresentou à polícia um
“acervo probatório irrefutável”
, um conjunto de evidências que provou sua inocência. Segundo as investigações, no dia em que Daiane Alves foi morta, Maicon Douglas estava em Catalão, em Goiás, cidade onde residia. Essa comprovação de alibi foi crucial para a decisão da Justiça.Apesar da soltura de Maicon no caso do homicídio, alguns detalhes sobre suas ações chamaram a atenção da polícia e o ligam, de forma indireta, à investigação sobre o pai. As apurações revelaram que Maicon comprou um celular novo para Cleber no dia 17 de janeiro. O que intriga é que essa compra aconteceu apenas três horas depois da perícia ter sido feita no carro de Cleber, um item importante na cena do crime.
Síndico e as Suspeitas de Desvio de Dinheiro
As investigações não pararam e começaram a desvendar outras camadas. A polícia descobriu que Cleber Rosa de Oliveira, em sua posição de síndico do condomínio, teria usado dinheiro que pertencia à associação para pagar despesas com advogados. Essa é uma prática que levanta sérias dúvidas sobre a gestão financeira do condomínio.
"O atual presidente da associação do condomínio registrou um boletim de ocorrência no dia 18 de janeiro, sobre um PIX que Cleber teria feito para o filho no exato valor do contrato de honorários", informou a polícia sobre uma das descobertas.
Esse repasse de dinheiro, com valor idêntico ao de honorários advocatícios, intensificou as suspeitas de que Cleber estaria utilizando recursos da comunidade para sua defesa pessoal. A polícia agora está focando em um novo braço da investigação.
Crimes Financeiros Serão Apurados Separadamente
Diante das evidências e da denúncia, os eventuais crimes patrimoniais que Cleber Rosa possa ter cometido durante o período em que atuou como síndico e administrador da associação do condomínio serão investigados separadamente. O Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Caldas Novas, em Goiás, já instaurou um procedimento próprio para apurar essas irregularidades financeiras. Isso significa que, enquanto o caso do homicídio da corretora Daiane Alves segue seu curso, a conduta de Cleber como gestor do condomínio também estará sob o microscópio da Justiça.







