Um estudante de Educação Física de 21 anos foi preso após ser flagrado cometendo importunação sexual na academia de um condomínio no bairro SIM, em Feira de Santana, na Bahia. O episódio aconteceu em 19 de julho e ganhou um novo capítulo com a divulgação de imagens que mostram, passo a passo, como o suspeito manipulou o sistema de monitoramento do local antes de agir.
Pedro Henrique Sales redirecionou o equipamento de segurança da academia — voltando a lente para a parede — antes de cometer o ato. O que não estava nos seus planos: o celular da própria vítima capturava tudo em tempo real. A mulher de 35 anos costumava filmar os próprios treinos, e o aparelho estava posicionado exatamente para esse fim.
Segundo informações divulgadas pelo Portal MASSA!, o suspeito usou um step para alcançar a câmera e mudar seu ângulo em direção à parede, garantindo que o ato ficasse fora do monitoramento. O que ele não previu foi que todo o movimento também estava sendo gravado pelo celular da vizinha.
Ao assistir as gravações após a sessão de exercícios, a vítima se deparou com Pedro Henrique posicionado atrás dela, praticando ato obsceno enquanto a observava. Logo depois, o estudante deixou o condomínio sem ser interceptado.
A investigação, conduzida pela delegada Lorena Almeida, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Feira de Santana, revelou que Pedro Henrique planejou a importunação sexual com antecedência. A conclusão passou a integrar o inquérito policial e reforça a suspeita de que outras mulheres possam ter sido vítimas sem saber.
O estudante foi preso em 24 de julho, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. De acordo com a Polícia Civil, ele estava escondido em uma casa em obras abandonada e ainda tentou fugir antes de ser capturado. As investigações também apontam que familiares de Pedro Henrique teriam ajudado na fuga de Feira de Santana para Simões Filho, além de esconder o paradeiro dele para dificultar a ação da polícia.
Em audiência de custódia realizada em 27 de julho de 2026, a Justiça decidiu pela manutenção da prisão preventiva, considerando a gravidade dos fatos e a tentativa de fuga. O inquérito foi concluído pela Polícia Civil em 31 de julho, e o caso será analisado pelo Ministério Público da Bahia, que decidirá se apresenta denúncia à Justiça.
Moradores do condomínio, no bairro SIM, aprovaram a expulsão do estudante do residencial. A deliberação do condomínio incluiu autorização para mover ação judicial com vistas a garantir segurança e harmonia entre os condôminos. O processo tramita sob segredo de Justiça.







