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Polícia

Família suspeita que pedaço de queijo pode ter causado envenenamento de criança em Aracaju

Autoridades de Aracaju apuram morte de criança por suspeita de intoxicação. Familiares relatam ingestão de queijo de terceiros antes dos sintomas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
17 de março, 2026 · 11:32 2 min de leitura
Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A Polícia Civil do Estado de Sergipe está conduzindo uma investigação para apurar as circunstâncias da morte do menino Henry Matheus, de seis anos de idade, ocorrida na última sexta-feira na cidade de Aracaju. O caso, inicialmente tratado pelas autoridades como suspeita de intoxicação, levantou questionamentos por parte dos familiares da criança, que buscam compreender a origem do mal-estar repentino que levou ao óbito do garoto após o atendimento hospitalar.

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De acordo com a cronologia dos fatos relatada pela família, na manhã da ocorrência, a criança tomou seu café da manhã em casa na companhia de sua avó. Logo após a refeição, Henry saiu da residência para brincar, mas retornou em questão de minutos apresentando sinais claros de que não estava se sentindo bem. Diante do quadro de saúde, ele foi imediatamente encaminhado a uma unidade médica local. Apesar de receber assistência, o menino não resistiu. Inicialmente, cogitou-se uma possível relação entre o café da manhã consumido em casa e o mal-estar, porém, essa hipótese foi prontamente refutada pelos próprios parentes.

Em entrevista concedida ao telejornal local SE2 nesta segunda-feira, dia 16, os familiares apresentaram novos detalhes sobre os momentos que antecederam a complicação de saúde de Henry. A família trabalha com a hipótese de que o quadro de envenenamento possa ter sido desencadeado pela ingestão de um pedaço de queijo, que teria sido oferecido à criança por uma terceira pessoa enquanto ele brincava. Laysa Ramos, prima do menino, declarou publicamente que uma tia presenciou o momento em que Henry consumia o referido alimento pouco antes de apresentar os sintomas. Durante a entrevista, Laysa ressaltou o caráter ponderado da família, enfatizando que não estão formulando acusações formais contra nenhum indivíduo no momento, mas que o único desejo é garantir que todos os fatos sejam devidamente elucidados.

“Minha tia confirma que viu ele comendo queijo pertinho dela [...] Mas a gente não está acusando ninguém, a gente só quer mesmo esclarecer as coisas”, disse Laysa Ramos.

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No âmbito institucional, a Polícia Civil se manifestou por meio de uma nota oficial, confirmando que a linha de investigação preliminar examina um possível cenário de intoxicação que envolveria não apenas o menino de seis anos, mas também a sua avó. O inquérito foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que assumiu a responsabilidade pela condução do caso. As autoridades policiais já iniciaram a fase de oitivas, colhendo depoimentos de familiares e pessoas próximas que possam contribuir com informações relevantes. Os esforços investigativos concentram-se agora em aguardar os laudos periciais para identificar a natureza e a procedência da substância causadora do quadro clínico, além de determinar de forma conclusiva a causa da morte e verificar a eventual existência de responsabilidade criminal associada ao episódio.

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