A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (28) a Operação Litíase, que mirou um grande esquema de fraudes em licitações e desvio de dinheiro público do Sistema Único de Saúde (SUS) no município de Juazeiro, na Bahia. Um dos alvos de busca e apreensão foi Dalmir Pedra, conhecido médico e ex-vereador da cidade.
Dalmir Pedra tem um histórico de serviços públicos significativos na região. Além de ter sido vereador, ele também é policial federal e chegou a atuar como secretário municipal de Saúde em Juazeiro. A investigação aponta que ele está entre os suspeitos envolvidos nas irregularidades.
Operação mira desvio de R$ 13 milhões
A Operação Litíase busca desarticular um grupo criminoso que, segundo a PF, direcionava contratações e desviava verbas que deveriam ser usadas para a saúde da população. Ao todo, seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Juazeiro. O objetivo da PF é juntar mais provas para fortalecer as evidências de fraudes e identificar outras pessoas que fazem parte do esquema.
Em nota oficial, a Polícia Federal explicou que o foco da investigação são os serviços médico-hospitalares. O esquema envolvia a manipulação de processos licitatórios e o pagamento de valores sem a devida comprovação de que os serviços foram realmente prestados. Essas contratações fraudulentas geraram um prejuízo milionário aos cofres públicos.
A Polícia Federal afirmou que o objetivo da operação é desarticular um esquema criminoso de direcionamento de contratações e de desvio de recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS), especificamente na área de prestação de serviços médico-hospitalares.
Detalhes das irregularidades
As investigações trouxeram à tona diversos pontos problemáticos. Um deles foi a locação de um imóvel durante o período mais crítico da pandemia, em 2020, que se estendeu até 2023. O mais estranho é que essa locação aconteceu sem que fosse definido como os atendimentos seriam feitos no local. Para complicar ainda mais, o endereço do imóvel alugado era o mesmo da sede do instituto que recebeu o contrato.
Além disso, a PF identificou fortes indícios de fraudes em vários processos licitatórios. Muitos pagamentos foram feitos às empresas envolvidas sem que houvesse um detalhamento claro dos exames e atendimentos realizados. Era como pagar por um serviço sem saber exatamente o que foi entregue.
O volume financeiro dessas transações suspeitas é alarmante. Mais de R$ 13 milhões foram repassados às empresas participantes do esquema. Desse total, cerca de R$ 7 milhões vinham diretamente de recursos federais do SUS, ou seja, dinheiro que deveria ser usado para garantir a saúde pública para todos os brasileiros. A Operação Litíase mostra a seriedade do combate à corrupção, especialmente quando afeta um serviço tão vital como a saúde pública.







