Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Ex-funcionário da Vivo é condenado por estelionato após usar acesso interno para fraudar sete clientes em Alagoas

Homem alterava cadastros, criava contratos falsos e emitia boletos vinculados a contas próprias; golpes somaram mais de R$ 143 mil entre 2018 e 2020.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
15 de maio, 2026 · 10:17 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
Portal ChicoSabeTudo

A 3ª Vara Criminal de Maceió proferiu sentença condenatória contra Wilson Gomes de Araújo pelo crime de estelionato praticado enquanto ele atuava como prestador de serviços da operadora Vivo. A decisão foi publicada no Diário da Justiça na última quarta-feira (13).

Publicidade

Segundo as informações do processo, os golpes aconteceram entre 2018 e 2020. No período, Wilson se valeu do acesso que tinha aos sistemas internos da operadora para realizar contratações indevidas em nome de clientes e enviar cobranças que não correspondiam a serviços realmente contratados por eles.

O esquema funcionava de forma simples e difícil de rastrear à primeira vista: o acusado alterava os dados cadastrais dos consumidores, inserindo endereços de e-mail que não pertenciam a eles. Com isso, conseguia contratar planos e serviços de forma clandestina, sem que os titulares das contas percebessem imediatamente.

Além disso, Wilson emitia boletos que pareciam estar vinculados a cobranças legítimas dos serviços já contratados pelos clientes. Na prática, os documentos eram falsos e direcionavam os pagamentos para contas bancárias sob sua própria administração.

Publicidade

O juiz Carlos Henrique Pita Duarte fixou a pena em dois anos e seis meses de reclusão, convertida em prestação de serviços à comunidade. O réu foi considerado culpado por estelionato contra sete vítimas e condenado a indenizá-las no valor total de R$ 143.264,10 — quantia correspondente ao que foi subtraído durante o período de atuação criminosa.

De acordo com a decisão judicial, parte das vítimas percebeu o golpe e procurou a polícia. Após a prisão do acusado, outros lesados também compareceram à delegacia para registrar ocorrências com relatos semelhantes.

O caso reforça um alerta que especialistas em segurança digital já vêm fazendo há anos: fraudes com dados de clientes de operadoras nem sempre partem de hackers externos. O uso indevido de credenciais e acessos internos por funcionários ou prestadores representa uma vulnerabilidade real para consumidores que confiam seus dados pessoais e financeiros a essas empresas.

A reportagem do portal TNH1 informou não ter conseguido contato com a operadora para comentar o caso. O espaço segue aberto para posicionamento da empresa.

Leia também