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Polícia

Ex-diretor da PRF é preso no Paraguai com passaporte irregular

Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, é preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador com passaporte irregular, após romper tornozeleira eletrônica.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
26 de dezembro, 2025 · 14:48 2 min de leitura
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Silvinei Vasques, que já foi diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi preso na madrugada desta sexta-feira (26) em Assunção, no Paraguai. A prisão aconteceu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, quando ele tentava embarcar em um voo para El Salvador. A notícia foi confirmada por Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal (PF) do Brasil, destacando a ação coordenada entre as autoridades.

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O detalhe mais intrigante do caso é que Vasques estava com um passaporte paraguaio que, embora fosse original, não batia com sua verdadeira identidade. Foi essa tentativa de usar um documento que não correspondia aos seus dados reais que chamou a atenção dos policiais paraguaios no aeroporto, levando à sua abordagem e, consequentemente, à prisão.

Entenda a fuga e o rastreamento

A situação de Silvinei Vasques já estava complicada antes mesmo da tentativa de saída do Paraguai. Investigações do portal g1 revelaram que ele havia quebrado a tornozeleira eletrônica que usava em Santa Catarina, no Brasil, e deixou o país sem permissão da Justiça. A tornozeleira eletrônica é um dispositivo usado para monitorar pessoas que estão sob alguma restrição judicial, garantindo que não se afastem de locais determinados ou cumpram horários específicos.

Quando a tornozeleira foi violada, avisos foram emitidos imediatamente para as autoridades. Estes alertas dispararam em todas as fronteiras brasileiras, colocando em evidência a fuga do ex-diretor. A adidância brasileira no Paraguai, que é como uma representação da polícia brasileira naquele país para casos de cooperação, foi rapidamente avisada sobre o ocorrido e o paradeiro de Vasques.

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“A prisão de Silvinei Vasques no Paraguai reforça a importância da cooperação internacional e do sistema de alertas que impede a fuga de pessoas com restrições judiciais. A Polícia Federal brasileira, através de sua adidância, atuou de forma decisiva para que a detenção fosse realizada”, afirmou uma fonte ligada às investigações, ressaltando o trabalho em conjunto.

Próximos passos após a prisão

Depois de ser preso e identificado pelas autoridades paraguaias, Silvinei Vasques ficou sob a guarda do Ministério Público do Paraguai. A expectativa é que ele participe de uma audiência de custódia ainda na tarde desta sexta-feira. Esse tipo de audiência serve para que um juiz avalie a legalidade da prisão e a necessidade de mantê-lo detido.

Após essa etapa no Paraguai, a próxima medida será a entrega de Vasques às autoridades brasileiras. Isso significa que ele será transferido de volta ao Brasil para responder pelos seus atos diante da Justiça daqui, incluindo a violação da tornozeleira eletrônica e a tentativa de evasão do país com documentação irregular. O caso mostra a rigidez da lei e a vigilância contínua para quem tenta burlar o sistema judicial.

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