A Polícia Federal descobriu indícios de que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o 'Careca do INSS', teria subornado duas policiais civis para forjar o furto de um Audi RS6. O veículo de luxo está avaliado em cerca de R$ 377 mil.
De acordo com a investigação, o esquema contou com a participação de uma investigadora e uma escrivã de São Paulo. O objetivo seria criar uma ocorrência falsa sobre o paradeiro do automóvel, que agora está no centro de uma decisão sigilosa do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro André Mendonça, relator do caso que ficou conhecido como 'Farra do INSS', citou que existem elementos sólidos para sustentar a suspeita de corrupção policial no episódio. O caso veio à tona após relatórios detalhados da PF serem apresentados ao magistrado.
Em nota, a defesa do lobista afirmou que confia na Justiça e destacou que o cliente ainda não prestou depoimento oficial sobre o caso. A advogada Danyelle Galvão alega que Antunes foi, na verdade, vítima de extorsão por parte de um ex-funcionário.
Segundo a versão da defesa, esse ex-colaborador teria subtraído bens do lobista, incluindo outro carro de luxo. No entanto, para a Polícia Federal, as evidências apontam para uma simulação criminosa envolvendo os agentes da segurança pública paulista.







