Um empresário do setor de armas foi detido em Feira de Santana, na Bahia, na terça-feira (2), sob a suspeita de liderar um esquema de sonegação fiscal que desviou mais de R$ 14 milhões em impostos. A prisão ocorreu durante uma operação chamada Fogo Cruzado, que tem como foco investigar crimes no comércio de armas e munições.
A ação policial incluiu mandados de busca e apreensão em cinco municípios, entre eles Salvador e Feira de Santana. O empresário, identificado como o principal responsável pela trama, foi alvo de uma prisão temporária durante a operação.
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o grupo empresarial violou repetidamente a legislação ao declarar o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] sem realizar o devido repasse ao Estado dentro dos prazos estabelecidos. Essa prática ilícita era sustentada por manobras fraudulentas, incluindo sucessão de empresas irregulares e uso de sócios 'laranjas' para ocultar a verdadeira propriedade dos negócios.
Além da sonegação, as investigações também revelam indícios de lavagem de dinheiro, com parte dos valores desviado supostamente sendo movimentado através do comércio de joias, uma atividade paralela destinada a esconder a origem dos recursos.
A operação envolveu mais de 90 profissionais, incluindo promotores de Justiça, delegados e policiais civis, além de servidores da Secretaria da Fazenda. A força-tarefa enfatizou que essa prática de declaração de impostos sem o repasse legal constitui um crime contra a ordem tributária, frequentemente emparelhado a fraudes de maior magnitude.
A investigação continua em andamento, e os responsáveis pelo esquema poderão enfrentar consequências legais significativas à medida que mais detalhes forem revelados.







