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Polícia

Empresário investigado por sonegação de R$ 14 milhões é solto em Feira de Santana

Empresário Alex Alves Lima, investigado na Operação Fogo Cruzado por sonegação fiscal de R$ 14 milhões, é solto em Feira de Santana. A Justiça decidiu não converter a prisão temporária em preventiva após novas provas e colaboração do empresário.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
12 de dezembro, 2025 · 12:22 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Alex Alves Lima, empresário de 46 anos, foi solto no fim da tarde da última quinta-feira (11), em Feira de Santana, na Bahia. Lima estava preso desde o início de dezembro, detido durante a Operação Fogo Cruzado, que investiga um grande esquema de sonegação fiscal envolvendo mais de R$ 14 milhões em impostos não pagos.

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A informação da soltura foi confirmada ao portal Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, pelo advogado Hércules Oliveira, que representa o empresário. Alex Alves Lima é um dos proprietários da 1991 Clube de Tiro, empresa que possui unidades não apenas em Feira de Santana, mas também em Salvador, Irecê, Coração de Maria e Ipirá.

Segundo explicou o advogado, a Justiça decidiu não manter a prisão de Lima, optando por não transformar a prisão temporária em preventiva. A inclusão de novas provas, tanto testemunhais quanto documentais, no inquérito policial, foi um fator decisivo para essa decisão. O defensor também destacou a colaboração do empresário com as investigações, que incluiu facilitar o depoimento de outras pessoas envolvidas no caso.

“O entendimento foi de que não havia motivo para uma medida extrema. Atuamos para antecipar provas à investigação, e a autoridade policial concluiu nesse sentido. Ele já está em casa”, afirmou Hércules Oliveira ao Acorda Cidade.

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A Operação Fogo Cruzado, deflagrada em 2 de dezembro, foca em apurar um esquema complexo de sonegação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no setor de venda de armas e munições. As investigações apontam que o grupo empresarial, do qual Alex Alves Lima é citado como líder, declarava os impostos, mas não fazia o recolhimento devido aos cofres públicos. Para evitar o pagamento, eram usadas táticas como a criação de empresas de fachada ou a 'troca' de donos nas empresas de forma fraudulenta, além da utilização de 'laranjas' (pessoas que assumem formalmente a propriedade de bens ou empresas para ocultar o verdadeiro dono) para atrasar ou evitar de vez o pagamento do ICMS.

Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos em diversas cidades da Bahia, incluindo Salvador, Irecê, Jussara e Coração de Maria, além de Feira de Santana. As apurações são fruto de um trabalho conjunto entre a Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Polícia Civil, que identificaram as manobras para burlar o fisco estadual.

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