Um homem foi preso em flagrante na noite de sexta-feira (19) após agredir a companheira dentro de casa no bairro do Prado, em Maceió (AL). Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito chegou embriagado e exigiu dinheiro da mulher. Quando ela perguntou o que ele havia feito com o próprio salário, a situação escalou rapidamente para agressão física.
De acordo com o relato registrado pelos policiais, a vítima afirmou que não tinha dinheiro para entregar. A resposta do companheiro foram tapas e socos no rosto. Os agentes foram acionados, abordaram o suspeito no local e conduziram ambos à Central de Flagrantes.
A delegada plantonista autuou o homem por violência doméstica. Ele permaneceu preso à disposição da Justiça.
O caso é mais um exemplo de como o ambiente doméstico concentra a maior parte das agressões contra mulheres no Brasil. Segundo o Atlas da Violência 2025, a maior parte das violências domésticas e intrafamiliares contra mulheres ocorre dentro de casa, respondendo por 81% dos casos.
Os números nacionais reforçam o alerta. A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, do DataSenado, revela que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025. Já no primeiro trimestre de 2026, a Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180 — registrou aumento de 23% nas denúncias de violência contra mulheres, totalizando 45.735 denúncias no período.
O Ministério das Mulheres aponta que 75,9% dos casos são enquadrados pela Lei Maria da Penha, ou seja, envolvem mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A lei, em vigor desde 2006, prevê prisão em flagrante justamente para situações como a registrada em Maceió.
Mulheres vítimas de violência doméstica podem ligar gratuitamente para o número 180, a Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço recebe denúncias e orienta sobre medidas de proteção.







