Uma operação realizada no último domingo (19) resultou na apreensão de aproximadamente oito toneladas de carne bovina em condições impróprias para o consumo humano no município de Lagarto, no centro-sul de Sergipe. O ponto de partida foi uma denúncia anônima recebida pela Delegacia Regional de Lagarto.
As equipes foram informadas de que um comerciante de Itabaiana utilizava imóveis na cidade para armazenar carnes em condições impróprias para consumo humano. Após receber a denúncia, as autoridades agiram com rapidez e identificaram dois endereços residenciais usados como depósito clandestino.
A Polícia Civil realizou uma ação conjunta com a Guarda Municipal e a Vigilância Sanitária de Lagarto, que resultou na localização de dois imóveis residenciais utilizados para o armazenamento irregular de aproximadamente 8 toneladas de carne bovina, mantidas em desacordo com as normas sanitárias vigentes.
Durante a fiscalização, os agentes da Vigilância Sanitária, acompanhados por policiais civis e guardas municipais, constataram in loco a veracidade das denúncias e o elevado risco à saúde pública provocado pelas condições inadequadas de armazenamento dos produtos.
Diante das irregularidades verificadas, a Vigilância Sanitária adotou as medidas administrativas cabíveis, e toda a carga foi apreendida e descartada de forma adequada. O destino do material seguiu os protocolos sanitários estabelecidos pelas autoridades de saúde.
O proprietário das carnes apreendidas não foi localizado durante a fiscalização. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, as investigações prosseguem para identificar e responsabilizar o comerciante.
De acordo com a Polícia Civil, a comercialização de alimentos sem procedência ou mantidos em desacordo com as normas sanitárias pode configurar crimes contra as relações de consumo e contra a saúde pública, além de outras infrações penais e administrativas.
O caso chama atenção pelo volume da carga e pelo uso de imóveis residenciais — e não de estabelecimentos comerciais — para guardar os produtos. Esse tipo de estratégia dificulta a fiscalização rotineira e representa risco direto à população que consome alimentos sem saber sua procedência real. A investigação segue em aberto.







