A Justiça de Alagoas autorizou a quebra do sigilo bancário e financeiro do policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 anos, réu por matar dois colegas de farda dentro de uma viatura em Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano, região vizinha a Paulo Afonso. A decisão é da juíza Jéssica Lourenço de Sá Santos, da 1ª Vara da comarca, e busca verificar se houve motivação financeira para o crime.
Segundo a decisão, a medida vai abranger as movimentações financeiras dos três meses anteriores aos homicídios e do mês seguinte ao crime. O objetivo é identificar transferências atípicas e transações de valores elevados que possam ter relação com o caso.
A magistrada também determinou que a delegacia responsável pelo inquérito apresente, em até dez dias, as mídias com os dados telemáticos coletados durante a investigação e citados em laudo pericial.
O caso aconteceu na madrugada de 20 de maio deste ano. Gildate, Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47, estavam em uma viatura policial e retornavam de uma ocorrência rumo à Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. Gildate, que ocupava o banco de trás do veículo, teria efetuado disparos contra os dois colegas, sentados na frente. Yago e Denivaldo morreram no local. O policial foi preso em seguida.
A Justiça recebeu a denúncia contra Gildate no início de julho. O Ministério Público de Alagoas pede que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri de Delmiro Gouveia, sob acusação de dois homicídios qualificados.







