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Polícia

Delmiro Gouveia: Justiça quebra sigilo bancário de policial réu por matar dois colegas de farda

Decisão da juíza de Delmiro Gouveia mira suposta motivação financeira por trás da morte dos colegas de farda em maio

Redação ChicoSabeTudo
24 de julho, 2026 · 09:12 1 min de leitura
Delmiro Gouveia: Justiça quebra sigilo bancário de policial réu por matar dois colegas de farda

A Justiça de Alagoas autorizou a quebra do sigilo bancário e financeiro do policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 anos, réu por matar dois colegas de farda dentro de uma viatura em Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano, região vizinha a Paulo Afonso. A decisão é da juíza Jéssica Lourenço de Sá Santos, da 1ª Vara da comarca, e busca verificar se houve motivação financeira para o crime.

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Segundo a decisão, a medida vai abranger as movimentações financeiras dos três meses anteriores aos homicídios e do mês seguinte ao crime. O objetivo é identificar transferências atípicas e transações de valores elevados que possam ter relação com o caso.

A magistrada também determinou que a delegacia responsável pelo inquérito apresente, em até dez dias, as mídias com os dados telemáticos coletados durante a investigação e citados em laudo pericial.

O caso aconteceu na madrugada de 20 de maio deste ano. Gildate, Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47, estavam em uma viatura policial e retornavam de uma ocorrência rumo à Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. Gildate, que ocupava o banco de trás do veículo, teria efetuado disparos contra os dois colegas, sentados na frente. Yago e Denivaldo morreram no local. O policial foi preso em seguida.

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A Justiça recebeu a denúncia contra Gildate no início de julho. O Ministério Público de Alagoas pede que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri de Delmiro Gouveia, sob acusação de dois homicídios qualificados.

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