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Delegado aponta suspeito de forjar carimbo médico em esquema maior de venda de atestados falsos pela web

Preso em Rio Largo (AL), segurança de UPA que encomendou carimbo fraudulento será incluído em inquérito que investiga comercialização de documentos via WhatsApp com pagamento por Pix.

Redação ChicoSabeTudo
16 de junho, 2026 · 12:39 3 min de leitura
Carimbo médico falso e documentos sobre mesa de investigação policial
Carimbo médico falso e documentos sobre mesa de investigação policial

Um segurança de Unidade de Pronto Atendimento (UPA) preso em flagrante no bairro Cruzeiro do Sul, em Rio Largo, na região metropolitana de Maceió, na noite de segunda-feira (15), deve ir além do crime pelo qual foi detido. Para o delegado Sidney Tenório, o caso tem ligação direta com uma rede mais ampla de fraudes documentais que funciona pela internet.

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O homem foi flagrado após mandar confeccionar um carimbo falso com o nome e o registro profissional de uma médica, e o caso veio à tona no bairro Cruzeiro do Sul, em Rio Largo. A fraude começou a ser descoberta quando uma loja de carimbos entrou em contato com a médica para confirmar a produção do material.

Durante entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, o delegado Sidney Tenório deixou claro que a investigação não para na prisão do suspeito. Segundo ele, o homem será incluído em um inquérito já aberto sobre a venda de atestados médicos falsos via aplicativos de mensagens. O pagamento pelos documentos era feito via Pix, embora o valor total movimentado ainda não tenha sido estimado.

O suspeito é segurança de uma UPA em Maceió e, segundo o delegado, usou o nome e o número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) de uma médica que trabalha no mesmo local — sem autorização dela. De acordo com informações divulgadas pelo portal TNH1, o homem confirmou à polícia que a encomenda do carimbo era para forjar um atestado e justificar uma viagem de cinco dias.

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A UPA do Trapiche, em Maceió, já havia denunciado um esquema de venda de atestados falsos via grupos de WhatsApp, com documentos sendo vendidos por R$ 40 mediante pagamento via Pix, utilizando indevidamente o nome de uma médica, o endereço da unidade e o número do CRM da profissional.

O esquema em Alagoas não é um caso isolado. Perfis em redes sociais têm oferecido atestados médicos falsos de forma aberta na internet, com anúncios que circulam principalmente no X (antigo Twitter) e direcionam usuários para grupos no WhatsApp e Telegram, onde os documentos são comercializados por valores a partir de R$ 40. Levantamento do pesquisador Ergon Cugler, da FGV e integrante do DesinfoPop, identificou ao menos 31 perfis ativos anunciando o serviço na plataforma.

Os perfis oferecem receitas para medicamentos de uso controlado, laudos médicos, exames laboratoriais e atestados para afastamento do trabalho "com CID, carimbo e CRM ativo", além da venda direta de remédios que exigem prescrição. Especialistas afirmam que tanto quem vende como quem compra esses documentos pode responder criminalmente.

A legislação brasileira considera crime tanto a falsificação quanto o uso de documentos médicos falsos. Dependendo do caso, a prática pode configurar falsidade ideológica, uso de documento falso e estelionato, além de implicar em sanções administrativas e trabalhistas.

O suspeito foi indiciado por falsidade ideológica e passou por audiência de custódia nesta terça-feira (16), quando a Justiça definiu se ele aguarda a investigação em liberdade ou permanece preso. A médica cujo nome foi usado sem autorização também é considerada vítima no caso, segundo a polícia.

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