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Polícia

Defesa Nega Contradições em Depoimentos de Ex-presidente do BRB no STF

Advogado de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, nega contradições em depoimentos no STF sobre o caso da venda do Banco Master, investigado.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
31 de dezembro, 2025 · 17:23 2 min de leitura
Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília/14-08-2019
Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília/14-08-2019

O advogado Clwebver Lopes, defensor do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, veio a público nesta quarta-feira (31) para esclarecer um ponto crucial na investigação que envolve o Banco Master. Segundo Lopes, não houve nenhuma contradição relevante entre o depoimento de seu cliente e o de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, prestados ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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A defesa de Costa argumenta que as supostas "diferenças" apontadas pelos investigadores não passam de "leituras distintas sobre os mesmos fatos". Essa perspectiva levou à realização de uma acareação, um tipo de confronto de versões, entre Costa e Vorcaro. Para o advogado, esse procedimento foi rápido e serviu justamente para clarear os pontos levantados durante as apurações.

Paulo Henrique Costa, por sua vez, garantiu ter respondido a todas as perguntas feitas na sua oitiva. Ele reforça que todas as suas decisões enquanto esteve à frente do BRB foram tomadas com base em critérios técnicos, de forma colegiada – ou seja, em conjunto com outros membros da diretoria – e sempre com registros formais, garantindo a transparência dos atos.

Entenda o Caso Banco Master e a Investigação

A investigação em curso no STF busca desvendar possíveis irregularidades na tentativa de venda do Banco Master para o BRB, uma operação que foi barrada pelo Banco Central em setembro. Entre as suspeitas que estão sendo analisadas, há uma grave: a possível emissão de títulos de crédito falsos, o que poderia configurar um esquema fraudulento.

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O caso ganhou destaque em novembro, quando Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, chegou a ser preso. Pouco depois, o Banco Central agiu drasticamente e decretou a liquidação do Banco Master, o que na prática significa que a instituição financeira será desfeita, seus bens vendidos e dívidas pagas, encerrando suas operações.

Além de Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro, a Polícia Federal também ouviu o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. No entanto, após uma análise dos investigadores, ele foi dispensado da acareação. Isso aconteceu porque, segundo a avaliação, Santos já havia contribuído de maneira suficiente para o andamento das investigações com seu depoimento.

"As diferenças apontadas pelos investigadores decorrem de leituras distintas sobre os mesmos fatos," afirmou o advogado Clwebver Lopes, representando Paulo Henrique Costa.

A decisão de realizar a acareação no STF partiu do ministro Dias Toffoli, que é o relator do caso e acompanha de perto o desenrolar das apurações sobre as supostas irregularidades na negociação.

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